Pablo Marçal declara patrimônio de R$ 7,4 bilhões ao registrar candidatura

Empresário mantém inelegibilidade até 2032 após rejeição de embargos pelo TRE-SP

Pablo Marçal declara patrimônio de R$ 7,4 bilhões ao registrar candidatura
Marçal registrou candidatura no site DivulgaCand, do TSE. Foto: Reprodução/DivulgaCand — 1 de 1
Marçal no site DivulgaCand, do TSE — Foto: Reprodução/DivulgaCand

Candidato do PRTB declarou R$ 7,4 bilhões em bens, sendo R$ 6,7 bi em aplicações de renda fixa. Registro ainda precisa ser analisado pela Justiça Eleitoral.

Pablo Marçal, candidato do PRTB à Presidência da República, registrou candidatura no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste sábado (15) e declarou patrimônio de R$ 7,4 bilhões à Justiça Eleitoral.

Do total apresentado, a maior parte — R$ 6,7 bilhões — corresponde a aplicações de renda fixa. Marçal declarou ainda um terreno em Santana de Parnaíba (SP) no valor de R$ 490 milhões.

Os demais bens declarados incluem R$ 4.653.970,00 em fundo de investimento imobiliário (DAMA11), R$ 19.871.592,00 em participações societárias — incluindo 50% da Marçal Holding Ltda — e R$ 6.644.693,00 em fundo de investimento do Banco Safra. Além disso, o candidato registrou R$ 234.887,00 em depósito bancário em conta corrente no Banco Genial S.A. e R$ 138.314,00 em aplicações de renda fixa na XP Investimentos.

O registro de Marçal no TSE ainda precisa ser analisado e aprovado pela Justiça Eleitoral antes de sua oficialização. No entanto, o empresário enfrenta uma barreira legal significativa: ele permanece inelegível até 2032.

Em 5 de agosto, o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) rejeitou, por unanimidade, os embargos de declaração apresentados pela defesa do empresário. A decisão manteve a condenação que o tornou inelegível por oito anos por uso indevido dos meios de comunicação durante a campanha eleitoral de 2024. A defesa havia tentado reverter a inelegibilidade através dos embargos, mas a corte regional manteve sua posição.

A Justiça Eleitoral continua analisando o pedido de registro de candidatura. O TSE terá que deliberar sobre a viabilidade da candidatura diante da inelegibilidade que recai sobre Marçal.