Paciente com deficiência auditiva morre em UPA de Cuiabá

Tragédia destaca falhas na comunicação durante atendimento médico.

Uma paciente com deficiência auditiva faleceu após confusão em UPA de Cuiabá, evidenciando problemas de comunicação na saúde.

Uma tragédia comoveu a cidade de Cuiabá ao envolver a morte de Arinalva Maria da Silva Soares, de 45 anos, em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A paciente, que chegou à unidade acompanhada de seu marido, apresentava um quadro grave, com dores intensas e dificuldade para respirar. Ambos possuem deficiência auditiva, o que complicou a comunicação no momento do atendimento.

A situação caótica na UPA

De acordo com a Polícia Civil, a falta de compreensão durante o atendimento gerou um desentendimento. O marido da paciente, insatisfeito com a situação, expressou o desejo de transferi-la para outra unidade de saúde, alegando que não estava sendo entendido pela equipe médica. Essa tensão culminou em uma confusão que resultou na queda de Arinalva, levando-a a sofrer uma parada cardiorrespiratória.

Os esforços da equipe para reanimá-la foram em vão, e Arinalva não resistiu. O delegado Rogério Gomes, responsável pela investigação, explicou que o marido foi ouvido com a ajuda de um intérprete de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e só recebeu a notícia da morte durante seu depoimento. Importante ressaltar que, até o momento, não foram encontrados indícios de agressão física contra a vítima, e a ocorrência não é tratada como feminicídio.

Desdobramentos e reações

A Secretaria Municipal de Saúde se manifestou, afirmando que acompanhou a situação de perto e está à disposição para colaborar com qualquer apuração. O marido da paciente, após prestar esclarecimentos, foi liberado, mas o caso continua sob investigação da Polícia Civil.

Essa ocorrência levanta questões críticas sobre a acessibilidade e a comunicação no atendimento médico, especialmente para pessoas com deficiência auditiva. A tragédia de Arinalva ressalta a necessidade urgente de melhorias nos protocolos de atendimento em situações de emergência, garantindo que todos os pacientes tenham acesso a cuidados adequados e comunicação efetiva.

O caso aguarda mais investigações e respostas, enquanto a comunidade se mobiliza em busca de justiça e melhores condições para pacientes com necessidades especiais.