Prefeito do Rio planeja deixar cargo em março e intensifica articulações diante de cenário político incerto
Paes prepara transição para deixar prefeitura em março e disputar governo do Rio diante de incertezas políticas e investigações.
Paes prepara transição para disputar governo do Rio em 2026
Eduardo Paes prepara transição para disputar o governo do Rio de Janeiro, planejando deixar a prefeitura em março de 2026. Este movimento ocorre num cenário de grande instabilidade na política fluminense, especialmente diante das investigações da Polícia Federal e da possível eleição indireta para o Palácio Guanabara, após a provável renúncia do governador Cláudio Castro para concorrer ao Senado. Paes já vem delegando a gestão cotidiana ao vice-prefeito Eduardo Cavaliere, que tem assumido papel de destaque na administração municipal e participado de importantes anúncios.
Estratégias políticas e alianças para fortalecer a candidatura de Paes
Para ampliar seu alcance eleitoral, Paes tem buscado alianças com partidos como MDB e PP, atualmente aliados do governador Cláudio Castro. O objetivo é fortalecer sua base no interior do estado e reduzir a associação de sua candidatura ao presidente Lula e ao PT, visto que o Rio tem um perfil eleitoral com inclinações bolsonaristas. Entre os nomes cotados para compor a chapa como vice está Rogério Lisoa (PP), ex-prefeito de Nova Iguaçu, embora a definição só deva ocorrer mais perto da campanha.
Foco da campanha: segurança pública e mobilidade urbana
Paes tem investido na divulgação das ações municipais relacionadas à segurança pública, entendida como o principal tema da campanha. Além disso, anunciou a construção de terminais de corredores de ônibus para beneficiar a Baixada Fluminense e a região metropolitana, buscando uma maior aproximação com este eleitorado. Sua imagem também vem sendo trabalhada com ações no interior do estado, como o uso de chapéu de vaqueiro em viagens pela Região dos Lagos, em contraste com o tradicional chapéu Panamá usado na capital.
Impacto das investigações e o cenário incerto do governo estadual
As investigações que resultaram no afastamento do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, complicam ainda mais o panorama político. Bacellar, um nome forte da base bolsonarista, foi afastado por suspeita de vazar informações sigilosas, o que enfraquece a estabilidade da atual gestão estadual. Esse contexto abre uma disputa pela indicação do governador interino, cargo que deve ser assumido por Nicola Miccione, secretário da Casa Civil, considerado um nome técnico e de transição.
Transição e legado de Eduardo Paes na prefeitura do Rio
Durante 2025, Paes adotou uma postura gradual de transição, preparando a equipe para sua saída. Em um ato falho durante a divulgação do Plano Estratégico 2025-2028, admitiu que o vice-prefeito Eduardo Cavaliere assumiria a prefeitura antes de seu retorno de viagem internacional. Essa fala reforça a percepção nos bastidores de que Paes se despede do cargo para se lançar definitivamente na corrida pelo governo estadual. Aliados destacam que pesquisas internas indicam apoio do eleitorado carioca à sua candidatura, principalmente pela crise que enfrenta a segurança pública e a economia do estado.





