Processo eleitoral escolherá 15 representantes municipais para o biênio 2026-2028, reforçando integração entre Estado e municípios

Secretaria da Mulher abre inscrições para eleição de representantes municipais no Colégio de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres, com votação eletrônica.
Abertura do processo eleitoral municipal no Paraná
O Governo do Paraná dá início nesta quarta-feira (17 de junho) a um mecanismo de escolha democrática para preencher as cadeiras do Colégio de Gestoras de Políticas Públicas para Mulheres, órgão que atuará durante o biênio 2026-2028. A iniciativa emerge como estratégia de fortalecimento das conexões entre a administração estadual e as prefeituras na construção de ações direcionadas ao público feminino.
A participação exige cumprimento de critérios específicos. Apenas municípios que possuam Organismos de Políticas para Mulheres (OPM) legalmente instituídos e designação formal de uma gestora responsável pelo setor podem submeter suas candidaturas. Entre os dias 17 de junho e 7 de julho, as administrações municipais devem encaminhar a documentação solicitada pela Semipi.
Estrutura representativa e abrangência regional
A composição do colegiado contempla a heterogeneidade do Estado. Serão eleitas 15 gestoras vindas de municípios, alocadas estrategicamente nas cinco macrorregiões paranaenses. Este modelo busca assegurar que diferentes contextos populacionais e territoriais encontrem voz nas deliberações. Integrantes da esfera estadual também participam da estrutura, criando um espaço de troca entre esferas de governo.
A secretária Mariana Neris destaca o papel transformador da iniciativa: “O Colégio de Gestoras é um instrumento fundamental para aproximar o Governo do Estado dos municípios e fortalecer a construção de políticas públicas que atendam às necessidades das mulheres paranaenses. Quando promovemos a participação das gestoras municipais, ampliamos a capacidade de diálogo, compartilhamos experiências e fortalecemos uma rede comprometida com a promoção da autonomia das mulheres em todas as regiões do Paraná”.
Metodologia de votação e apresentação de candidatos
Toda a tramitação transcorrerá no ambiente digital, simplificando o acesso e a participação. Anterior ao momento da votação, candidatas terão a oportunidade de compartilhar suas visões e propostas de trabalho durante videoconferências promovidas pela Secretaria. Este formato amplia o conhecimento sobre as candidaturas e facilita avaliação mais consistente pelos eleitores.
A realização eletrônica do processo democratiza a participação, eliminando barreiras geográficas e facilitando o comparecimento de gestoras de distintos pontos do Estado.
Propósito e função do colegiado
O Colégio de Gestoras funciona como instância colegiada de caráter consultivo e de articulação. Sua criação responde à necessidade de consolidação e implementação da Política Estadual dos Direitos da Mulher. O órgão não assume função executiva, mas recomendativa, operando como elo de comunicação constante entre esferas municipal e estadual.
A iniciativa reflete tendência de aproximação entre governança municipal e estadual, reconhecendo que políticas públicas ganham efetividade quando construídas a partir de diagnósticos locais. Gestoras municipais domiciliam conhecimento sobre as demandas específicas de suas comunidades, tornando-as interlocutoras privilegiadas na formulação de ações que efetivamente respondam às necessidades das mulheres paranaenses.
Ampliação da capilaridade institucional
Dados recentes apontam crescimento expressivo na estruturação de organismos municipais voltados a políticas para mulheres no Estado. A ampliação acumulada ultrapassou a marca de 1.000%, evidenciando comprometimento progressivo de prefeituras com a institucionalização de espaços dedicados à pauta de gênero.
Esta expansão da rede municipal cria condições para que o Colégio de Gestoras funcione efetivamente como instrumento de sinergia. Com mais municípios formalizados e representados, aumenta-se significativamente o potencial de troca de experiências e de identificação de boas práticas que possam ser multiplicadas em diferentes contextos territoriais.
O processo iniciado nesta quarta-feira complementa processo mais amplo de institucionalização das políticas para mulheres no Paraná, consolidando estruturas que vinculam ação estatal às realidades concretas vividas por trabalhadoras, agricultoras, empreendedoras e beneficiárias de programas sociais em todo o território estadual.





