Paraná amplia triagem neonatal com rastreio de 51 doenças para diagnóstico precoce

Governo do Paraná investe R$ 67,3 milhões para expandir testes que garantem tratamento infantil mais eficaz

Paraná amplia triagem neonatal com rastreio de 51 doenças para diagnóstico precoce
Equipamentos utilizados para triagem neonatal no Paraná Foto: SESA

Paraná investe R$ 67,3 milhões para ampliar triagem neonatal e rastrear 51 doenças, ampliando diagnóstico precoce em recém-nascidos.

Investimento recorde para ampliar triagem neonatal no Paraná

A triagem neonatal no Paraná está passando por uma ampliação significativa, com o anúncio de um investimento total de R$ 67,3 milhões ao longo de 48 meses. O Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde (Sesa), planeja repassar cerca de R$ 16,8 milhões anualmente para implementar o rastreio de até 51 doenças, num processo gradual que começa já no primeiro semestre deste ano. Atualmente, o exame contempla apenas sete doenças, o que limita a abrangência do diagnóstico precoce.

O secretário estadual da Saúde, César Neves, ressalta que a triagem neonatal representa uma oportunidade vital para mudar o futuro das crianças. Essa expansão visa garantir que todos os recém-nascidos do Paraná, independentemente de serem atendidos na rede pública ou privada, tenham acesso a um diagnóstico mais amplo e precoce, fundamental para intervenções terapêuticas eficazes.

Crescimento e inovação do Sistema de Triagem Neonatal estadual

Desde sua implementação, o Paraná tem registrado um crescimento constante no número de exames realizados, passando de 91.471 em 2023 para quase 95 mil em 2025, um aumento acumulado de 3,9%. Em 2026, já foram contabilizados mais de 20 mil exames nos primeiros meses, demonstrando o fortalecimento da rede de atendimento neonatal.

Esse avanço é potencializado pelo Sistema de Triagem Neonatal, uma plataforma pioneira desenvolvida pela Sesa que monitora em tempo real os exames realizados em todo o Estado. Essa tecnologia permite uma gestão eficaz das informações, facilitando decisões rápidas e precisas pelas equipes de saúde e um melhor acompanhamento dos casos diagnosticados.

Conformidade com a legislação e antecipação nacional

A ampliação da triagem neonatal no Paraná está alinhada com as diretrizes da Lei Federal nº 14.154/2021, que ampliou o rol de doenças a serem rastreadas pelo Teste do Pezinho. Mesmo com a regulamentação nacional ainda em fase final, o Estado optou por antecipar essa implementação por meio de um convênio com a Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), laboratório de referência responsável pela realização dos testes em todo o território paranaense.

Essa decisão demonstra o compromisso do Paraná com a saúde infantil, buscando oferecer diagnósticos mais completos e precoces que possibilitem intervenções rápidas e eficazes.

Importância dos exames essenciais realizados no início da vida

A triagem neonatal engloba exames fundamentais realizados nos primeiros dias após o nascimento: o Teste do Pezinho, do Olhinho, da Orelhinha e do Coraçãozinho. Esses testes detectam precocemente doenças metabólicas, auditivas, visuais e cardíacas que, se não tratadas, podem comprometer o desenvolvimento infantil e a qualidade de vida.

A identificação precoce dessas condições permite o início imediato do tratamento, contribuindo para a redução de riscos, prevenção de deficiências e queda na mortalidade infantil. A Secretaria da Saúde acompanha rigorosamente a execução desses exames para garantir cobertura ampla, organização da rede assistencial e integralidade do cuidado neonatal em todo o Estado.

Impactos do fortalecimento da rede materno-infantil no Paraná

A ampliação da triagem neonatal reforça a rede de atenção à saúde materno-infantil do Paraná, promovendo uma política pública que prioriza a primeira infância. Além dos benefícios diretos para a saúde das crianças, o programa contribui para o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, com cobertura que já alcança 96,71% no Estado.

Esse cenário cria uma base sólida para que as famílias tenham acesso facilitado a diagnósticos e tratamentos adequados, impactando positivamente no desenvolvimento social e na redução das desigualdades em saúde.

A iniciativa do Paraná serve como referência para outras unidades federativas, demonstrando como investimentos estratégicos podem transformar a atenção neonatal e garantir um futuro mais saudável para as próximas gerações.