Capacitação de 50 policiais penais e científicos qualifica rotina em unidades prisionais e integra dados ao Banco Nacional

Paraná capacita 50 policiais para ampliar a coleta de perfis genéticos em presos, fortalecendo investigações e sistema prisional.
Capacitação fortalece integração entre Polícia Penal e Científica no Paraná
A coleta de perfis genéticos surge como um importante avanço para a segurança pública no Paraná. Em recente capacitação realizada em Curitiba e Piraquara, 50 policiais das Polícia Científica do Paraná (PCIPR) e Polícia Penal do Paraná (PPPR) foram preparados para atuação direta na coleta de material genético de pessoas privadas de liberdade. O treinamento tem como objetivo formar multiplicadores do conhecimento para implementarem o procedimento nas unidades prisionais.
O secretário de Estado da Segurança Pública, Saulo Sanson, destaca que essa iniciativa demonstra o alinhamento das forças de segurança paranaenses e o compromisso com o aprimoramento dos processos da política penal. Ao estruturar a coleta de perfis genéticos de forma contínua e qualificada, o Estado amplia a integração de informações, fortalecendo a capacidade investigativa com rigor técnico e conforme a legislação vigente.
Importância da coleta de perfis genéticos para investigações criminais
A coleta de perfis genéticos em pessoas privadas de liberdade permite identificar suspeitos, localizar pessoas desaparecidas, conectar crimes e elucidar casos antigos. A expansão dessa atividade impacta diretamente na resolução de investigações e na prevenção da reincidência criminal. Ananda Chalegre, diretora-geral da Polícia Penal do Paraná, reforça que esse processo é um avanço na gestão prisional e na atuação integrada com outras forças de segurança, além de aumentar a credibilidade institucional.
Papéis definidos entre Polícia Penal e Polícia Científica
Com base na legislação vigente, a Polícia Penal do Paraná passa a ser responsável pela coleta do material genético dentro das unidades prisionais. Já a inserção dos perfis no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG) continuará a cargo da Polícia Científica. Essa divisão de atribuições fortalece o sistema ao garantir que o processo ocorra com padrão técnico elevado e qualidade assegurada.
Ciro Pimenta, diretor-geral da Polícia Científica, ressalta que a cooperação entre as instituições é fundamental para o sucesso dessa iniciativa. A Polícia Penal assume a coleta e a Científica oferece suporte técnico e padronização, garantindo a confiabilidade dos dados incorporados ao BNPG.
Detalhes da capacitação realizada em Curitiba e Piraquara
A formação foi dividida em duas etapas, envolvendo 27 policiais da Polícia Penal e 23 da Polícia Científica. A primeira fase ocorreu na sede da Polícia Científica, no bairro Tarumã, em Curitiba, com foco em aulas teóricas sobre procedimentos de coleta e uso de leitores biométricos. A segunda etapa foi prática, realizada na Penitenciária Central do Estado – Unidade de Segurança (PCE-US), em Piraquara, garantindo que os profissionais aplicassem os conhecimentos em ambiente real.
A coordenação do trabalho na Polícia Penal é feita pela Divisão de Saúde, vinculada à Diretoria de Tratamento Penal, que estrutura os fluxos para garantir rigor técnico, padronização e eficiência na coleta em todas as unidades do sistema prisional do Paraná.
Impactos futuros para a segurança e a justiça criminal no Paraná
Essa iniciativa representa um investimento direto na segurança pública estadual, proporcionando ferramentas mais eficazes para a investigação criminal e gestão do sistema prisional. A ampliação da coleta de perfis genéticos fortalece o combate à criminalidade, apoia a resolução de crimes e contribui para a prevenção da reincidência.
Além disso, a integração entre Polícia Penal e Científica fortalece a governança do sistema prisional, reforçando o compromisso do Paraná com a inovação e eficiência na política de segurança pública.





