Royalties e compensações financeiras elevaram receita estadual e municipal com recursos minerais

Em 2025, exploração de recursos minerais no Paraná gerou R$ 215,24 milhões em royalties e compensações.
Panorama da exploração de recursos minerais no Paraná em 2025
A exploração de recursos minerais no Paraná em 2025 movimentou R$ 215,24 milhões, conforme os dados oficiais da Diretoria de Gestão Territorial do Instituto Água e Terra (IAT). Essa receita é fruto da soma dos royalties relacionados à produção de recursos energéticos, como petróleo, xisto e gás, e da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) sobre outros bens minerais. O governador estadual e autoridades municipais apontam o impacto socioeconômico significativo desse montante para o desenvolvimento regional.
Distribuição dos royalties entre municípios e governo estadual
Os royalties, que correspondem a 80% do total arrecadado (R$ 173,46 milhões), tiveram como principais municípios beneficiados Araucária, com R$ 66,18 milhões, São Mateus do Sul com R$ 20,79 milhões, Guaratuba com R$ 6,54 milhões, Campo Largo com R$ 6,02 milhões e Pitanga com R$ 752 mil. Esses valores representam a concentração dos polos produtores do estado, destacando a presença da indústria do petróleo e da exploração de xisto e gás natural. O governo do Paraná ficou com R$ 73,16 milhões, que são destinados ao Fundo Estadual em Infraestrutura Inteligente (FEIIN) para melhorias na infraestrutura rural e logística.
Crescimento da arrecadação da CFEM e sua importância para o estado
A arrecadação da CFEM, ligada à mineração de outros bens minerais, totalizou R$ 41,78 milhões em 2025, um crescimento de 14,9% em relação a 2024. Essa compensação se concentra em 195 municípios, envolvendo 541 empresas e 1.258 títulos minerários licenciados pelo IAT. A Região Metropolitana de Curitiba destaca-se nesse panorama, com seis municípios respondendo por quase metade da arrecadação, liderados por Rio Branco do Sul com R$ 9,09 milhões e Campo Largo com R$ 4,62 milhões. A divisão da CFEM entre governo estadual, municípios produtores, afetados e órgãos federais permite o custeio de programas ambientais e científicos.
Principais minerais explorados e suas aplicações econômicas
A mineração de rochas carbonáticas liderou a arrecadação da CFEM com 40,4% do valor total, explorada por 79 empresas, seguida pela extração de rochas para brita e revestimento (25,7%) e areia (8,5%). Destacam-se também a exploração de água mineral para consumo e turismo (8,4%) e metais preciosos como ouro e prata (4,3%), especialmente em Campo Largo. A maioria dos títulos minerários destina-se à área da construção civil, produção de cimento, cerâmica vermelha, corretivos agrícolas e artefatos de concreto, setores fundamentais para a economia paranaense.
Impacto territorial e ambiental da exploração mineral no Paraná
A exploração mineral no Paraná apresenta distribuição espacial alinhada às grandes concentrações urbanas, com exceções como o Noroeste, onde há escassez de rochas para brita. A região do Aquífero Karst, estratégica para o abastecimento público, concentra significativa produção mineral e empresas não cimenteiras, que contribuem para quase 41% da arrecadação da CFEM relativa às rochas carbonáticas. O equilíbrio entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental é central para as políticas públicas estaduais, que buscam garantir a sustentabilidade das áreas exploradas.
Perspectivas e investimentos futuros para o setor mineral paranaense
Com a receita gerada pelos royalties e pela CFEM, o Paraná direciona recursos para o Fundo Estadual em Infraestrutura Inteligente, fomentando melhorias em infraestrutura, logística e sustentabilidade. Essa política visa ampliar a competitividade do setor mineral e promover o desenvolvimento regional em harmonia com o meio ambiente. O crescimento registrado em 2025 aponta para uma tendência positiva do setor, favorecendo investimentos e geração de empregos nas regiões mineradoras.





