Passageiros em jatinho com Toffoli foram apenas torcedores, diz advogado

Augusto Botelho defende que viagem ao Peru foi por amor ao futebol.

Passageiros em jatinho com Toffoli foram apenas torcedores, diz advogado
O advogado Augusto Botelho defende que os passageiros estavam no jatinho como torcedores. Foto: CNN Brasil (11.maio.22)

Advogado afirma que passageiros em jatinho com Toffoli eram torcedores do Palmeiras em viagem à final da Copa Libertadores.

Passageiros em jatinho com Toffoli foram apenas torcedores

O advogado Augusto de Arruda Botelho fez uma defesa contundente sobre a viagem realizada por um jatinho que incluiu a presença do ministro Dias Toffoli, relator do processo do Banco Master no STF. Segundo Botelho, os passageiros eram apenas torcedores do Palmeiras, indo ao Peru assistir à final da Copa Libertadores, e não tinham outra finalidade.

A viagem e seus protagonistas

A viagem teve início no dia 28 de novembro e o retorno ocorreu em 30 de novembro, quando o Palmeiras enfrentou o Flamengo na final do torneio. Botelho, que é advogado de um dos diretores do banco, esclareceu que tanto ele quanto Toffoli são palmeirenses de longa data. Em suas redes sociais, enfatizou sua condição de advogado e negou qualquer vínculo com cargos públicos ou instituições estatais, reforçando que estavam ali apenas como fãs do futebol.

Contexto da polêmica

Além de Toffoli, o jatinho pertence ao empresário e ex-senador Luiz Osvaldo Pastore. O ministro não se manifestou publicamente sobre a viagem, mas fez questão de afirmar a amigos que conhece Pastore há anos e que não possui proximidade com Botelho, o que pode sugerir uma tentativa de distanciar-se da situação. Essa viagem se torna ainda mais relevante no cenário atual, pois apenas dois dias após o retorno, Toffoli decretou sigilo em um processo que envolve investigações sobre fraudes financeiras do Banco Master.

Implicações e reações

A defesa de Botelho destaca um ponto importante na ética da advocacia: a necessidade de separar o advogado de seu cliente. Ele argumenta que a confusão entre a defesa legal e as ações de um cliente é um equívoco comum, e que os advogados devem ser vistos como profissionais que atuam na defesa de direitos, independentemente da natureza dos casos que manejam. O caso continua a ser acompanhado com atenção, especialmente em um momento em que a confiança pública nas instituições é fundamental.

Botelho também compartilhou uma foto de confraternização com outros advogados, inclusive Celso Vilardi, que defende o ex-presidente Jair Bolsonaro, indicando que a rede de contatos na advocacia pode ser amplamente diversificada e, por vezes, mal interpretada pela opinião pública.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: CNN Brasil (11.maio.22)