Procurador-Geral descarta deixar cargo antes do término de seu mandato, independentemente do resultado eleitoral

O Procurador-Geral da República Paulo Gonet descartou deixar o cargo antes do fim de seu mandato em dezembro de 2027
O Procurador-Geral da República Paulo Gonet negou estar planejando deixar o cargo antes de dezembro de 2027, data do fim de seu mandato. A declaração foi feita à CNN em meio a discussões sobre quem comandaria a instituição em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL).
“Não existe essa possibilidade”, disse Gonet. O procurador reafirmou sua intenção de cumprir integralmente o mandato, independentemente do resultado da eleição.
Na avaliação de fontes próximas ao PGR, deixar o cargo em razão de uma mudança no Planalto significaria ceder à pressão política incompatível com a autonomia da Procuradoria-Geral da República.
A escolha de quem assumirá a cadeira do PGR caberá ao presidente da República e precisará ser aprovada pelo Senado. O chefe do Executivo não é obrigado a seguir a lista tríplice organizada pela Associação Nacional dos Procuradores da República.
O nome do ex-PGR Augusto Aras ainda é lembrado por uma ala do bolsonarismo, mas é tratado como uma carta fora do baralho por integrantes da PGR. Aras foi indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em 2019, fora da lista tríplice da categoria, e reconduzido pelo então presidente em 2021.
Na reta final do segundo mandato de Bolsonaro, após sua derrota em 2022, Aras fez movimentos de aproximação com o novo governo Lula. Na leitura de integrantes da PGR, essa mudança de posição reforçou a percepção de que Aras procurava ser reconduzido ou influenciar a escolha de seu sucessor. Lula, no entanto, optou por Paulo Gonet.
Outro nome que surge nos bastidores é o da ex-vice Procuradora-Geral Lindôra Araújo. Aliados recordam que ela deve se aposentar compulsoriamente antes de dezembro. Segundo avaliações de interlocutores do meio político, Lindôra deve ter influência sobre a escolha de Flávio caso o candidato do PL vença a eleição.







