Com expectativa de aprovação, proposta visa reduzir jornada semanal sem alterar salários

PEC fim da escala 6×1 tem votação na CCJ com apoio de Hugo Motta, buscando reduzir jornada semanal sem corte salarial.
Confira a programação da votação da PEC fim da escala 6×1 na CCJ
- 22 de fevereiro/CCJ: Votação do relatório da PEC 8/2025 sobre o fim da escala 6×1
Análise do impacto da PEC fim da escala 6×1 na jornada de trabalho semanal
A PEC fim da escala 6×1 está sendo votada nesta quarta-feira (22) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, com o relator Paulo Azi defendendo a admissibilidade do projeto. A proposta visa reduzir a jornada semanal sem diminuir os salários dos trabalhadores, agrupando iniciativas da deputada Erika Hilton que sugere a escala 4×3 com 36 horas semanais e do deputado Reginaldo Lopes que propõe redução para 36 horas semanais. O presidente da Câmara, Hugo Motta, é uma peça central nesse debate, articulando para acelerar a tramitação.
Papel de Hugo Motta na articulação e tramitação da PEC fim da escala 6×1
O presidente da Câmara, Hugo Motta, apoia a PEC fim da escala 6×1, considerando a pauta fundamental para os trabalhadores. Ele tem atuado para aprovar o texto ainda no primeiro semestre e manifestou interesse em indicar o relator da comissão especial após a votação na CCJ. Hugo já realizou encontros com membros do governo, incluindo o ministro José Guimarães, para ajustar detalhes da proposta. Apesar de divergências sobre o envio pelo Executivo de um projeto de lei alternativo, Motta mantém a prioridade na PEC para garantir maior controle do Congresso sobre a matéria.
Desafios e divergências entre PEC e projeto de lei do governo sobre jornada de trabalho
Embora a PEC fim da escala 6×1 avance, o governo enviou um projeto de lei propondo a escala 5×2 e jornada de 40 horas semanais, buscando agilizar a aprovação e retomar protagonismo. O relator Paulo Azi recomendou que a comissão especial avalie essa proposta intermediária, alinhada com sugestões das centrais sindicais. A diferença entre as iniciativas traz debates sobre o modelo mais adequado para reduzir a jornada sem impacto nos salários, com implicações políticas e sociais que permeiam o debate.
Próximos passos após a votação da PEC fim da escala 6×1 na CCJ
Após a aprovação na CCJ, a PEC fim da escala 6×1 seguirá para uma comissão especial que avaliará o mérito e fará possíveis ajustes no texto. Para ser aprovada em definitivo, a proposta precisa do apoio de pelo menos três quintos dos deputados na Câmara, totalizando 308 votos, número superior ao necessário para um projeto de lei tradicional. A expectativa do governo e da base aliada é consolidar a aprovação ainda no primeiro semestre, reforçando pautas populares que podem influenciar o cenário político até as próximas eleições.
Influência da PEC fim da escala 6×1 nas estratégias políticas e eleitorais
A votação da PEC fim da escala 6×1 ganha destaque no cenário político por sua popularidade junto à classe trabalhadora e potencial impacto eleitoral. O governo de Luiz Inácio Lula da Silva apoia a proposta desde o segundo semestre de 2025, identificando na redução da jornada e na isenção do Imposto de Renda para salários até R$ 5.000 elementos que reforçam sua base política. A aprovação da PEC pode ser vista como um diferencial na campanha para reeleição, dependendo do resultado das negociações e do apoio no Congresso.
O debate sobre a PEC fim da escala 6×1 reflete tensões entre interesses legislativos, executivos e sindicais, além da busca por soluções que conciliem direitos trabalhistas e demandas econômicas. Com a liderança de Hugo Motta e a pressão para votação rápida, o tema promete ser um dos principais focos no Congresso nas próximas semanas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
Fonte: PB) • Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados





