Relatório alerta que 388 milhões de cristãos enfrentam riscos elevados, com violência intensificada em diversos países
Relatório revela que 388 milhões de cristãos sofrem perseguição mundialmente, com aumento de violência e mortes em 2026.
A escalada da perseguição a cristãos no cenário global
O relatório Portas Abertas 2026 mostra que a perseguição a cristãos cresceu significativamente entre 1 de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025, afetando 388 milhões de pessoas ao redor do mundo. A situação de violência e opressão alcançou novos patamares em diversos países, destacando o aumento dos casos de mortes, ataques e deslocamentos forçados. A ONG que elaborou a pesquisa destaca a importância de compreender o impacto dessa perseguição para a proteção das comunidades religiosas.
Países mais perigosos para cristãos e a situação crítica na Síria
A lista dos países mais perigosos para cristãos é liderada pela Coreia do Norte, seguida por Somália, Iêmen, Sudão e Eritreia. A Síria teve uma piora significativa, passando da 18ª para a 6ª posição devido ao aumento da violência e ataques direcionados a igrejas e escolas cristãs. A instabilidade política após a queda do regime de Bashar al-Assad abriu espaço para milícias que intensificaram perseguições, resultando em um êxodo acelerado dos cristãos no país, que atualmente são cerca de 300 mil, contra 1,1 milhão em 2015.
A crise na África Subsaariana e o aumento da violência extrema
Na África Subsaariana, 14 países figuram na lista da perseguição extrema, com Sudão, Nigéria e Mali recebendo a pontuação máxima para violência. A situação piorou consideravelmente na última década, com a pontuação combinada de violência dessas nações subindo de 49% para 88% da escala máxima. Essa região enfrenta uma verdadeira tragédia humanitária, com abusos físicos e mentais, além de deslocamentos forçados que aprofundam a vulnerabilidade das comunidades cristãs.
Impactos sociais e humanitários da perseguição religiosa
O crescimento da perseguição a cristãos não só gera mortes e abusos, mas também provoca deslocamentos internos e externos, afetando a estabilidade social e econômica das regiões envolvidas. O êxodo das comunidades cristãs contribui para o enfraquecimento cultural e demográfico de áreas historicamente marcadas pelo cristianismo, como o Oriente Médio. A pesquisa evidencia a necessidade de ações coordenadas para garantir segurança e direitos fundamentais a essas populações.
Desafios para o monitoramento e proteção das minorias religiosas
Obter dados precisos sobre a população cristã e os casos de perseguição é um desafio devido à instabilidade e censura em vários países. No entanto, a documentação realizada pela Portas Abertas e outras entidades revela tendências alarmantes que indicam agravamento da situação. A resposta internacional e iniciativas locais são fundamentais para enfrentar a ameaça crescente à liberdade religiosa e aos direitos humanos dessas comunidades.





