68% dos eleitores também defendem aumentar as exigências para nomeação de ministros da Corte

Estátua da Justiça em frente ao STF, em Brasília. — Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom | Agência Brasil
Maioria dos brasileiros defende código de ética e mandatos fixos para ministros do Supremo, segundo pesquisa Quaest divulgada nesta segunda-feira.
A maioria dos brasileiros (53%) defende a adoção de um código de ética e de mandatos fixos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A informação é da pesquisa Quaest, contratada pela TV Globo e pelo jornal O Globo e divulgada nesta segunda-feira (14). A margem de erro do levantamento é de dois pontos.
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores entre os dias 10 e 13 de setembro. O levantamento foi realizado em meio à crise interna do STF, que vivencia conflitos entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Os eleitores foram questionados sobre seis propostas de mudanças na Corte e podiam responder se eram favoráveis ou contrários a cada uma delas. Segundo a pesquisa, 53% se disseram favoráveis a “estabelecer um mandato com tempo fixo para os ministros”, enquanto 30% foram contra a medida. Outros 4% disseram não ser “nem a favor, nem contra”, e 13% não souberam responder.
A maior parte dos entrevistados (68%) também se mostrou favorável a “aumentar as exigências” para a chegada de novos nomes ao Supremo. Além disso, 50% dos eleitores apoiam que o Congresso Nacional e o Judiciário possam indicar magistrados para o STF. Atualmente, a escolha é feita pelo presidente da República.
Os ministros do STF precisam se submeter à idade mínima de nomeação, que é de 35 anos, e à aposentadoria compulsória, aos 75 anos. Porém, não existe um tempo fixo para atuação na Corte.





