Magda Chambriard destaca sinergias entre as empresas.
Petrobras quer ampliar seu papel na Braskem, buscando explorar sinergias entre as empresas, segundo Magda Chambriard.
A Petrobras, sob a liderança de Magda Chambriard, manifestou um desejo claro de aumentar seu controle sobre a Braskem, uma das principais petroquímicas do Brasil. Em uma recente entrevista, Chambriard enfatizou a necessidade de maximizar as sinergias entre ambas as empresas, destacando que a gestão atual da Braskem não tem aproveitado todo o potencial dessa relação.
A nova dinâmica na Braskem
No último dia 15 de dezembro de 2025, a Braskem anunciou a assinatura de um acordo de exclusividade com a IG4 Capital, que permitirá ao fundo adquirir a participação da Novonor (antiga Odebrecht). Com essa movimentação, o IG4 passará a deter mais de 50% das ações votantes da Braskem, enquanto a Petrobras mantém 36% do capital total.
Chambriard acredita que a Braskem deveria explorar mais as sinergias com a Petrobras, uma vez que a estatal é a sua segunda maior acionista. “A Braskem é uma petroquímica brasileira que hoje é a 6ª maior do mundo e precisamos trabalhar mais juntos”, afirmou a presidente, ressaltando que a colaboração entre as duas empresas é fundamental para o crescimento de ambas.
O futuro acordo de acionistas
A discussão sobre um novo acordo de acionistas para a Braskem está em andamento. Chambriard indicou que as negociações estão avançadas, embora ainda não estejam concluídas. “É prematuro discutir os detalhes, mas podemos esperar novidades a qualquer momento”, comentou. Essa nova estrutura acionária poderá definir os rumos da Braskem e sua relação com a Petrobras nos próximos anos.
Interesses em ativos e energia renovável
Além do foco na Braskem, Chambriard também mencionou o interesse da Petrobras em adquirir ativos que possam contribuir para o setor de energia limpa. A possibilidade de explorar novas oportunidades, como a Cosan, foi abordada, embora ela tenha ressaltado algumas limitações devido a cláusulas de exclusividade até 2029. “Estamos sempre avaliando o mercado e as oportunidades que surgem, especialmente em energia renovável”, concluiu.
Esse movimento da Petrobras indica uma estratégia mais agressiva na busca por sinergias e controle sobre operações que podem impactar significativamente o cenário energético e petroquímico do Brasil.





