A estatal busca descomissionar ativos em desuso e reduzir impactos ambientais.

A Petrobras iniciou leilão de plataformas desativadas com lances a partir de R$ 1,5 milhão.
Leilão de plataformas desativadas
A Petrobras iniciou um leilão online de suas plataformas desativadas, buscando otimizar os ativos que não estão mais em operação. As plataformas P-26 e P-19, localizadas no Rio de Janeiro, têm lances mínimos de R$ 1,5 milhão e R$ 1,6 milhão, respectivamente. O leilão, que termina em 13 de fevereiro de 2026, faz parte do plano de descomissionamento da companhia, que visa a retirada segura das instalações de petróleo e gás ao final de sua vida útil.
O contexto do descomissionamento
O descomissionamento das plataformas é um processo complexo que envolve não apenas a desativação das operações, mas também a limpeza e descontaminação das estruturas. A Petrobras segue normas rigorosas estabelecidas pela ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e órgãos ambientais, garantindo que todas as etapas do processo respeitem as diretrizes técnicas e ambientais. As empresas que adquirirem as plataformas terão a responsabilidade de reciclar e reutilizar os materiais, minimizando os impactos ambientais.
Detalhes do leilão
A venda das plataformas ocorre em um cenário onde a Petrobras busca reduzir custos e otimizar sua operação. Em leilões anteriores, como o das plataformas P-32 e P-33, a Gerdau arrematou as estruturas, demonstrando o interesse do setor privado na reutilização de materiais de petróleo. A petroleira também destaca que a reciclagem do aço, um dos principais componentes das plataformas, contribui para a redução das emissões e ajuda na mitigação de impactos ambientais.
Impactos e perspectivas
O leilão das plataformas desativadas é uma das várias iniciativas da Petrobras para enfrentar um contexto desafiador no mercado de petróleo, onde a companhia anunciou um corte de investimentos e a revisão de projetos devido à queda nos preços internacionais do barril. O orçamento aprovado para os próximos cinco anos é de US$ 109 bilhões, um valor 1,8% inferior ao anterior, refletindo a necessidade de ajustes em um cenário econômico volátil.
A venda de ativos não apenas libera espaço financeiro, mas também se alinha à estratégia da empresa de promover práticas sustentáveis no setor, reduzindo o impacto ambiental e otimizando recursos. Com isso, a Petrobras se posiciona para um futuro mais responsável e alinhado com as demandas de sustentabilidade.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





