Uma vasta operação coordenada pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público desarticulou um complexo esquema de lavagem de dinheiro oriundo de fraudes no setor de combustíveis. A ação, que envolveu diversos estados, expôs uma sofisticada rede de empresas de fachada e movimentações financeiras atípicas utilizadas para ocultar a origem dos recursos ilícitos. Segundo o diretor da PF, o esquema tinha potencial para abastecer diversas organizações criminosas.
As investigações revelaram que o grupo criminoso adulterava combustíveis e utilizava empresas de fachada, contas de passagem e fracionamento de depósitos para lavar o dinheiro obtido ilegalmente. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em oito unidades federativas, abrangendo locais de produção e distribuição de combustíveis. As autoridades também apuram indícios de sonegação fiscal e danos ambientais decorrentes da adulteração dos produtos.
“É um esquema de lavagem de dinheiro”, resumiu um dos investigadores, destacando a complexidade da operação. A força-tarefa identificou movimentações financeiras suspeitas, estruturas societárias opacas e o uso de contas de passagem para dissimular as receitas obtidas com a fraude. A operação investiga crimes de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa, além de infrações fiscais e ambientais.
O esquema causava prejuízos bilionários à arrecadação fiscal, prejudicava a concorrência legal e elevava os riscos ambientais devido à adulteração de combustíveis. Consumidores, revendedores honestos, bancos e instituições financeiras também eram afetados pela ação do grupo criminoso. As autoridades devem detalhar nas próximas semanas o número de prisões, os bloqueios de bens e o andamento dos pedidos de medidas cautelares.
As investigações prosseguirão com o objetivo de identificar todos os envolvidos no esquema, rastrear o fluxo do dinheiro ilícito e responsabilizar os operadores financeiros que atuavam na intermediação das transações. A tendência, segundo as equipes responsáveis pela operação, é ampliar o rastreamento de movimentações e aprofundar as checagens de vínculos societários nas próximas diligências.
Fonte: http://politizabrasil.com.br