pf investiga fraudes a bancos além da caixa federal

Operação Fallax revela esquema de fraudes envolvendo Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra

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Operação da Polícia Federal contra fraudes bancárias Foto: Logo CNN Brasil

A Polícia Federal investiga fraudes bancárias que atingem diversas instituições financeiras, além da Caixa Econômica Federal.

Fraudes bancárias ampliadas para vários bancos no Brasil

A Polícia Federal identificou indícios de fraudes bancárias que vão além da Caixa Econômica Federal, abrangendo instituições financeiras como Banco do Brasil, Bradesco, Santander e Safra. A operação Fallax, realizada em 25 de março de 2026, investiga um esquema criminoso estruturado que envolve a cooptação de funcionários dessas instituições para obtenção de vantagens ilícitas. Rafael Góis, CEO do Grupo Fictor, está entre os principais alvos da ação, que apura prejuízos que podem superar R$ 500 milhões.

Detalhes da operação Fallax e cumprimento de mandados

No decorrer da operação, foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 mandados de prisão preventiva em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Além disso, a Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o valor de R$ 47 milhões, visando descapitalizar a organização criminosa. Foram autorizadas medidas cautelares para rastreamento de ativos financeiros e quebra de sigilos bancário e fiscal de 33 pessoas e 172 empresas envolvidas.

Estratégias usadas para ocultação e movimentação de recursos ilícitos

A investigação aponta que o grupo criminoso utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para esconder a origem dos recursos obtidos de forma ilícita. Funcionários das instituições financeiras inseriam dados falsos nos sistemas bancários para viabilizar saques e transferências ilegais. Posteriormente, os valores eram convertidos em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento e aumentando a complexidade da lavagem de dinheiro.

Consequências jurídicas e penalidades previstas para os envolvidos

Os investigados poderão responder por diversos crimes, incluindo organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, além de crimes contra o sistema financeiro nacional. As penas somadas podem ultrapassar 50 anos de prisão, refletindo a gravidade dos atos descobertos pela Polícia Federal.

Impacto na Fictor Holding Financeira e contexto financeiro atual

A Fictor Holding Financeira, envolvida indiretamente na investigação, entrou com pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça de São Paulo em fevereiro de 2026, com compromissos totais estimados em cerca de R$ 4 bilhões. O grupo atribui a crise temporária aos impactos negativos na imagem após tentativas frustradas de aquisição do Banco Master e repercussão midiática. O pedido de recuperação judicial visa reestruturação e quitação das dívidas sem deságio, em meio a esse cenário de instabilidade financeira e investigação judicial.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Logo CNN Brasil