Apuração envolve advogado Willer Tomaz, ligado a fraudes no INSS, e chega seis dias antes do segundo turno

Polícia Federal solicita autorização ao STF para apurar suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz.
A Polícia Federal pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para investigar Flávio Bolsonaro (PL) por suspeita de lavagem de dinheiro em apuração que envolve o advogado Willer Tomaz, ligado a investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação foi divulgada nesta segunda-feira, 19 de outubro.
O pedido chega seis dias antes do segundo turno das eleições presidenciais, abrindo uma nova frente judicial na campanha.
Segundo informações publicadas sobre o caso, há relações financeiras e vínculos entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz. Reportagens anteriores relataram que documentos obtidos pela Polícia Federal indicariam que o senador teve acesso operacional a uma conta ligada a uma offshore associada ao advogado.
Flávio afirmou anteriormente que sua relação com Tomaz era exclusivamente de amizade. A defesa do senador negou a existência de conta bancária conjunta. Tomaz, por sua vez, nega ter obtido acesso irregular a decisões judiciais ou pareceres sigilosos.
O advogado também aparece em apurações relacionadas a suspeitas de fraude contra a Previdência. Cabe aos investigadores esclarecer a natureza das transações, a origem e o destino dos recursos e se houve conduta ilegal.
O pedido relacionado a Willer Tomaz se soma à investigação sobre o financiamento da cinebiografia “Dark Horse”, filme sobre Jair Bolsonaro que recebeu recursos associados ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A Polícia Federal pediu prazo adicional para realizar diligências nesse outro caso, incluindo perícia contábil-financeira e análise de dados telemáticos.
O pedido da Polícia Federal ao STF não equivale a denúncia apresentada pelo Ministério Público, muito menos a condenação. A investigação precisa esclarecer os fatos, reunir elementos e garantir o direito de defesa dos envolvidos. A situação processual exata depende da decisão do Supremo sobre a solicitação da polícia.







