Integrantes da Polícia Federal informaram à CNN que órgão recusou oferecimento do ex-banqueiro por ausência de elementos mínimos de credibilidade.

Integrantes da PF informaram à CNN que órgão recusou delação de Vorcaro por ausência de elementos mínimos de credibilidade.
Integrantes da Polícia Federal informaram à CNN na manhã de sexta-feira (9) que o órgão recusou a delação premiada de Daniel Vorcaro por ausência de elementos mínimos que pudessem dar credibilidade ao que ele disse.
A recusa ocorre após reportagem da revista Veja segundo a qual Vorcaro teria operado com interlocutores do presidente Lula o financiamento de um filme sobre o petista. A avaliação na PF é de que a delação foi rejeitada por falta de elementos mínimos de prova não só pelo órgão, mas também pela Procuradoria-Geral da República (PGR).
No governo e no PT, a leitura política é de que está em curso um “acordão” para eleger Flávio Bolsonaro e soltar Vorcaro. Segundo essa avaliação, o ex-banqueiro apresentaria denúncias contra o presidente Lula para ajudar na eleição do candidato do PL. O senador, uma vez eleito, ajudaria em uma composição para tirá-lo da prisão.
A avaliação é de que Vorcaro busca agora uma “bala de prata” contra Lula para encaminhar uma vitória de Flávio e viabilizar um ambiente institucional que acabaria levando à sua soltura.
A defesa de Vorcaro apresentou em setembro um pedido para que ele deixe a prisão e aguarde o julgamento em prisão domiciliar, conforme mostrou a CNN.
Há também o entendimento de que a denúncia busca desviar o foco das relações entre Flávio e Vorcaro. O candidato do PL pediu recursos ao ex-banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Os dois negociaram um repasse de US$ 24 milhões, cerca de R$ 134 milhões. Há um áudio de Flávio pedindo o dinheiro, além de mensagens cobrando os valores.
A CNN procurou a defesa de Vorcaro e aguarda posicionamento.






