Com Michelle Bolsonaro à frente, PL Mulher ampliou investimento de 0,5% para 8% do orçamento partidário em 2025

PL amplia gastos com ala feminina sob comando de Michelle Bolsonaro, superando PSD e se tornando a 2ª maior investidora entre grandes partidos.
Em quase três anos desde que Michelle Bolsonaro assumiu o comando do PL Mulher, em março de 2023, o partido elevou seus investimentos na ala feminina de 0,5% para 8% do orçamento partidário em 2025, conforme dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa mudança posicionou o PL como a segunda maior sigla entre as grandes bancadas do Congresso a investir em sua ala feminina, ficando atrás apenas do Republicanos. Michelle Bolsonaro é apontada por especialistas como uma figura fundamental para ampliar a repercussão do PL Mulher, embora o debate interno sobre pautas femininas no partido ainda seja limitado.
Impacto da liderança de Michelle Bolsonaro no crescimento do PL Mulher
Sob a liderança de Michelle Bolsonaro, o PL Mulher aumentou significativamente seus recursos destinados a campanhas e apoio a candidatas. A ala feminina do partido destinou R$ 14 milhões em 2025 para identificar e apoiar candidatas com potencial eleitoral. Segundo Mayra Goulart, doutora em ciência política, a ex-primeira-dama ampliou a penetração do PL nos eleitorados feminino e evangélico, o que pode ser decisivo nas eleições de 2026, especialmente em uma disputa eleitoral acirrada. Essa estratégia busca expandir o eleitorado original do bolsonarismo.
Comparação com outras alas femininas dos partidos políticos
O PL Mulher ultrapassou o PSD Mulher, que em 2025 destinou 6% das despesas do partido para sua ala feminina, totalizando R$ 4,3 milhões, o mesmo percentual registrado pelo movimento Mulheres Progressistas do PP. O PSD Mulher, liderado por senadoras como Damares Alves, adota uma postura menos conservadora e foca em pautas como igualdade salarial, combate à violência contra a mulher e educação igualitária. Já o movimento Mulheres Republicanas, também conservador, investiu R$ 4,6 milhões, correspondendo a 8,5% das despesas partidárias em 2025.
Legislação e desafios para a participação feminina na política
De acordo com a Lei dos Partidos Políticos, os partidos devem destinar ao menos 5% de seus gastos para promoção e difusão da participação política das mulheres, gerenciados pelas Secretarias da Mulher. Apesar disso, o percentual gasto pelas alas femininas tem variado, diminuindo em anos eleitorais municipais, com apenas 0,8% em 2024, e aumentando nos anos seguintes. Especialistas indicam que essas alas podem ter papel importante nas próximas eleições, desde que fiscalizem a correta destinação dos recursos.
Perspectivas eleitorais e o papel de Michelle Bolsonaro nas eleições de 2026
Michelle Bolsonaro desponta como possível candidata à presidência em 2026 e figura central da estratégia do PL para ampliar o eleitorado feminino conservador. Sua imagem combina valores tradicionais com forte identificação popular, o que pode fortalecer a posição do partido nas urnas. Apesar da indicação pública de Jair Bolsonaro para que seu filho Flávio seja candidato, sondagens indicam que Michelle possui boa aceitação. A eleição de 2026 pode ser impactada decisivamente por essa mobilização feminina dentro do campo conservador.
Fonte: noticias.uol.com.br
Fonte: Michelle Bolsonaro, presidente do PL Mulher





