Investigação apura movimentação de R$ 320 milhões em esquema com fraudes bancárias e lavagem de dinheiro na Região dos Lagos e outras áreas

Operação no Rio de Janeiro mira grupo suspeito de movimentar R$ 320 milhões em esquema de fraudes e lavagem de dinheiro ligado ao Faraó dos Bitcoins.
Operação Pecunia Obscura combate esquema milionário ligado ao Faraó dos Bitcoins
A operação contra grupo ligado ao Faraó dos Bitcoins foi deflagrada no dia 4 de janeiro de 2026 pela Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) e pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ). O grupo investigado movimentou aproximadamente R$ 320 milhões em um complexo esquema que envolve fraudes bancárias, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro. A ação concentra-se principalmente na Região dos Lagos, incluindo cidades como Armação dos Búzios, Saquarema e Araruama, além da capital fluminense e municípios vizinhos como Niterói e São Gonçalo.
Mandados cumpridos e bloqueios realizados em diferentes municípios
Ao longo da operação, foram cumpridos quatro mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão. A Justiça determinou também o sequestro de bens móveis e imóveis pertencentes aos investigados, além do bloqueio financeiro de até R$ 150 milhões em contas bancárias associadas ao grupo. A ação contou com a participação da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas da Capital (DRFC), do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do CyberGaeco e do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE). Diligências foram realizadas ainda no Maranhão em cooperação com a polícia local.
Histórico da investigação e modus operandi do grupo criminoso
A apuração teve início em março de 2021, após uma empresa comunicar um prejuízo estimado em R$ 1 milhão decorrente de fraudes. As investigações revelaram que o grupo utilizava documentos falsificados para explorar vulnerabilidades no sistema da vítima e desviar recursos financeiros. O grupo também realiza transações financeiras relacionadas ao Faraó dos Bitcoins, nome pelo qual Glaidson Acácio dos Santos é conhecido. A organização criminosa operava por meio da Região dos Lagos com ramificações em estados como Minas Gerais e Maranhão, utilizando depósitos em espécie e empresas de fachada para ocultar a origem dos valores ilícitos.
Apoio do Conselho de Controle de Atividades Financeiras na identificação de transações atípicas
No avanço da investigação, as autoridades solicitaram colaboração ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que identificou movimentações financeiras consideradas atípicas ao longo dos últimos cinco anos. Essas análises foram fundamentais para a compreensão do esquema e para a definição das medidas judiciais de bloqueio de bens e valores. O uso de empresas de fachada e depósitos em espécie são práticas comuns para dificultar o rastreamento do dinheiro ilegal.
Impacto da operação na segurança e combate ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro
A Operação Pecunia Obscura representa um esforço conjunto das forças policiais e do Ministério Público para desarticular organizações criminosas especializadas em fraudes financeiras e lavagem de dinheiro. Ao atingir um grupo ligado ao Faraó dos Bitcoins, a ação contribui para o enfraquecimento dessas redes e reforça a vigilância sobre crimes cibernéticos e financeiros no Rio de Janeiro. A atuação nas regiões da capital e da Região dos Lagos demonstra a extensão do alcance e a complexidade da organização criminosa investigada.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





