Operação na Fazendinha apreende 5 mil porções de drogas e revela estrutura corporativa do grupo criminoso

A Polícia Civil do Paraná prendeu quatro pessoas investigadas por integrar uma rede de tráfico no bairro Fazendinha. A operação apreendeu 5 mil porções de drogas.
Rede de tráfico em Curitiba é desmantelada com prisões preventivas
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) realizou operação que resultou na prisão preventiva de quatro suspeitos de integrar uma rede de tráfico no bairro Fazendinha, em Curitiba, na madrugada de quinta-feira (1º). A ação apreendeu 5 mil porções de drogas e revelou um esquema sofisticado de distribuição de entorpecentes.
Investigação iniciada em julho de 2025
A ofensiva atual é desdobramento de operação anterior deflagrada em julho de 2025, quando oito pessoas foram presas e diversos documentos e aparelhos eletrônicos foram apreendidos. Os levantamentos posteriores demonstraram que o grupo continuava operacional e mantinha estrutura complexa de suprimentos.
De acordo com Ricardo Casanova, delegado da PCPR, a organização funcionava não apenas com tráfico de rua, mas com “uma complexa cadeia corporativa de suprimentos com funções rigorosamente delimitadas”.
Estrutura hierárquica e corporativa
A investigação revelou que a organização se baseava em hierarquia clara e divisão de tarefas, contando com liderança definida, responsável pelo controle operacional e financeiro, responsável pelo armazenamento e laboratório das drogas, pessoa encarregada do transporte e abastecimento de pontos de venda, além de gerentes dos locais de comercialização.
O grupo atuava como estrutura corporativa: produzia prestações de contas, realizava controle de estoque por meio de relatórios periódicos e estabelecia divisão de trabalho por turnos nas biqueiras.
Impacto operacional da ação
A prisão preventiva dos quatro suspeitos representa golpe significativo contra a organização criminosa. A apreensão de 5 mil porções de drogas interrompe o fornecimento ao mercado local e prejudica a cadeia de distribuição do grupo.
A PCPR continua investigando outros possíveis integrantes da rede e desdobramentos relacionados às atividades da organização criminosa.





