Investigação aponta envolvimento do síndico e seu filho no assassinato de Daiane Alves Souza em Caldas Novas

Investigação policial em Goiás detalha a dinâmica do crime que resultou na morte da corretora Daiane Alves Souza, com síndico e filho presos.
Dinâmica do crime em Goiás detalhada pela Polícia Civil
A dinâmica do crime em Goiás foi elucidada durante as investigações pela Polícia Civil, que apontam o síndico Cléber Rosa de Oliveira e seu filho como os protagonistas do assassinato da corretora Daiane Alves Souza, ocorrido em Caldas Novas. Conforme o relato oficial, o crime teria sido arquitetado no Condomínio Amethist Tower, onde o síndico teria desligado propositalmente a energia do apartamento da vítima para atraí-la até o subsolo do prédio. Esse local, sem cobertura de câmeras, foi o palco da emboscada que resultou na morte da corretora.
Como o síndico e seu filho atuaram no crime contra a corretora
O síndico, conforme as investigações, utilizou meios estratégicos para cometer o crime e ocultar provas. Após desligar a energia, ele abordou Daiane no subsolo enquanto ela filmava o relógio de energia com o celular. A polícia acredita que o assassinato ocorreu em um intervalo de cerca de oito minutos, entre a última imagem da vítima e a passagem de outra moradora. Para transportar o corpo sem ser filmado, o síndico evitou os elevadores e usou as escadas, que não possuíam câmeras de segurança. A investigação também identificou um corte de dois minutos nas gravações das câmeras do subsolo, indicando possível manipulação das imagens.
Prisões e ações de obstrução da investigação
O síndico levou os agentes até o local onde abandonou o corpo em uma área de mata na periferia de Caldas Novas, configurando uma admissão prática do crime, ainda que não formalizada em depoimento. Seu filho, Michael, foi preso por suspeita de obstrução das investigações, acusado de substituir o celular do pai para dificultar a coleta de provas e tentar atrapalhar o andamento do inquérito. A Polícia Civil considera que o pai e o filho agiram articuladamente para ocultar a autoria do homicídio.
Histórico de conflitos e motivações do crime segundo as autoridades
A motivação do crime está fundamentada em uma série de conflitos jurídicos e pessoais entre o síndico e a corretora. Daiane movia 12 processos judiciais contra Cléber, e havia um histórico de perseguição, incluindo frequentes cortes no fornecimento de energia em sua unidade desde o início de 2025. Esse cenário reforça a tese da polícia de que o assassinato foi premeditado, contando com meios, modos e motivos claros.
Expectativas para a conclusão do inquérito e desdobramentos judiciais
A Polícia Civil aguarda a finalização dos laudos periciais para concluir o inquérito policial. A conclusão deverá detalhar a dinâmica do crime, a manipulação das imagens de segurança e as provas coletadas contra os suspeitos. Cléber Rosa de Oliveira deverá responder formalmente por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, enquanto seu filho pode enfrentar acusações relacionadas à obstrução da justiça. O caso, que repercutiu pela violência e circunstâncias do assassinato, segue sob forte atenção das autoridades e da sociedade local.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br





