Polícia divulga fotos de suspeitos da morte de americano em Maringá

Kauã Kazahaya de Arruda e Angelina Oliveira da Silva são investigados por homicídio qualificado. Delegado acredita que motivação foi interesse patrimonial.

Polícia divulga fotos de suspeitos da morte de americano em Maringá
Kauã Kazahaya de Arruda e Angelina Oliveira da Silva são procurados pela polícia. Foto: PC-PR — 1 de 2
Casal é foragido por suspeita da morte de americano em Maringá — Foto: PC-PR

Polícia divulga fotos de Kauã Kazahaya de Arruda, 20, e Angelina Oliveira da Silva, 18, suspeitos de envolvimento na morte de Tamir Nadav, 46.

A Polícia Civil do Paraná divulgou nesta quinta-feira (26) as fotos de Kauã Kazahaya de Arruda, de 20 anos, e Angelina Oliveira da Silva, de 18, suspeitos de envolvimento na morte do americano Tamir Nadav, de 46 anos, em Maringá, no Norte do Paraná. Segundo o delegado Adailton Ribeiro Júnior, que assumiu a investigação, há possibilidade de os dois terem deixado o Brasil.

A Justiça emitiu mandados de prisão contra o casal por homicídio qualificado. O corpo de Tamir foi encontrado no imóvel onde a vítima morava com Kauã e Angelina, amarrado com fitas adesivas.

De acordo com a Polícia Civil do Paraná, há indícios de que o casal fugiu da casa do americano após a visita de uma amiga dele. Uma das pistas é um pacote com comida abandonado em cima da mesa, intacto.

A polícia acredita que a motivação do crime foi interesse patrimonial. O delegado Adriano Garcia, que também investigou o caso, explicou que foi apurado que os suspeitos gastaram dinheiro da vítima. Apenas em dois relógios, o casal pagou R$ 10 mil que eram de Tamir.

Um boletim de ocorrência do desaparecimento do estrangeiro foi aberto em 3 de setembro, quando uma amiga visitou a casa onde ele morava e foi recebida pelos suspeitos, que disseram que o homem havia viajado a São Paulo. A amiga achou a situação estranha e comunicou às autoridades.

Em 18 de setembro, duas amigas do americano retornaram à casa da vítima e ninguém as atendeu. Vizinhos informaram que as luzes do imóvel estavam acesas havia dias, sem sinais de movimentação de pessoas lá dentro, além de cheiro forte. As mulheres entregaram a chave da casa aos policiais militares, que entraram no local.

De acordo com o boletim de ocorrência, havia restos de comida sobre a mesa, televisão ligada e objetos jogados pelo chão. No segundo andar, os policiais encontraram o escritório “todo revirado” e com computador ligado. Ao lado, havia um cômodo trancado com cadeado.