Polícia Federal investiga deputado Eduardo Velloso por suspeita de desvio de emendas

Operação Graco apura irregularidades em recursos destinados a shows em Sena Madureira no Acre

Operação Graco apura desvio de quase R$ 1 milhão em emendas parlamentares indicadas pelo deputado Eduardo Velloso.

Polícia Federal investiga deputado Eduardo Velloso na Operação Graco

A Polícia Federal investiga o deputado federal Eduardo Velloso (União-AC) por suspeitas de desvio de recursos oriundos de emendas parlamentares, numa apuração iniciada com a deflagração da Operação Graco em 29 de janeiro de 2026. A investigação concentra-se em recursos destinados ao município de Sena Madureira, Acre, especificamente em contratos para realização de shows financiados pela Secretaria Municipal de Cultura.

Mandados cumpridos no Acre e Distrito Federal como parte da investigação

No decorrer da operação, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em endereços vinculados ao deputado Eduardo Velloso, situados em Rio Branco e no apartamento funcional do parlamentar em Brasília. A ação conjunta da Polícia Federal com a Controladoria-Geral da União (CGU) visa reunir provas que possam esclarecer a origem e o destino dos recursos públicos investigados.

Suspeitas de fraude na contratação e desvio de recursos públicos

As irregularidades apuradas indicam a possível fraude na contratação da empresa responsável pelos eventos culturais realizados em setembro de 2024, com recursos estimados em R$ 912 mil provenientes das chamadas “emendas Pix” – modalidade que permite o repasse direto para estados e municípios sem convênios ou prestação de contas prévia. A investigação busca identificar se houve desvio desses recursos por meio de contratos fraudulentos, configurando crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e organização criminosa.

Impactos das irregularidades na gestão de emendas parlamentares no Brasil

Essa investigação traz à tona debates sobre a transparência e a fiscalização das emendas parlamentares de transferência especial, cuja modalidade “emendas Pix” tem sido questionada por órgãos de controle pela menor possibilidade de rastreamento dos recursos. O caso do deputado Eduardo Velloso é emblemático, pois envolve repasses diretos e que, segundo a investigação, podem ter sido usados indevidamente, o que compromete a gestão pública e a aplicação efetiva dos recursos em benefício da população.

Próximos passos e desdobramentos da Operação Graco

A Polícia Federal e a CGU continuam as investigações para identificar todos os envolvidos e responsáveis pelo esquema, incluindo agentes públicos e privados. Até o momento, o deputado Eduardo Velloso não se manifestou publicamente sobre as acusações e a operação em andamento. A operação representa mais um esforço das autoridades para coibir irregularidades em repasses de recursos públicos e garantir a responsabilização dos envolvidos.

Contexto político e jurídico da fiscalização das emendas parlamentares

O caso evidencia a complexidade do controle das emendas parlamentares no Brasil, especialmente aquelas que não exigem convênios ou prestações de contas prévias, o que dificulta a fiscalização e aumenta o risco de desvios. A atuação das instituições de controle, como a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União, é fundamental para preservar a integridade dos recursos públicos e assegurar que as emendas cumpram seu papel social, financiando projetos legítimos e transparentes.