Operação Compliance Zero mira esquema de propina envolvendo compra de carteiras fraudulentas no Banco de Brasília

PF prende ex-presidente do BRB em operação contra corrupção de gestores ligada a compra de carteiras fraudulentas.
Detalhes da operação que prendeu o ex-presidente do BRB por corrupção
A operação Compliance Zero da Polícia Federal, realizada em 16 de abril de 2026, teve como alvo principal a corrupção de gestores na alta direção do Banco de Brasília (BRB). Paulo Henrique Costa, ex-presidente da instituição, foi preso em seu apartamento no bairro Noroeste, em Brasília. A investigação apura se ele recebeu propina para facilitar a compra de carteiras fraudulentas pelo banco, com recursos provenientes do Banco Master. A prisão foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, que é o relator do caso na Corte.
Esquema de propina e lavagem de dinheiro envolvendo recursos do Banco Master
De acordo com as investigações, Paulo Henrique teria recebido cerca de R$ 140 milhões em propinas pagas por Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master. O valor teria sido repassado por meio da aquisição de imóveis, sendo quatro localizados em São Paulo e dois em Brasília. A suspeita é que esse esquema tenha sido utilizado para viabilizar a aprovação da compra de carteiras podres pelo BRB, burlando os controles internos e legais da instituição.
Prisão do advogado suspeito de estruturar esquema financeiro para ocultação
Além de Paulo Henrique Costa, o advogado Daniel Monteiro também foi preso durante a operação. Ele é apontado como integrante do esquema que criou uma estrutura financeira para ocultar valores relacionados à negociação entre o BRB e o Banco Master. Essa estrutura teria sido essencial para disfarçar a origem e o destino dos recursos ilícitos, dificultando o trabalho das autoridades na identificação da lavagem de dinheiro.
Impactos da operação na governança e reputação do Banco de Brasília
A revelação do esquema de corrupção de gestores no BRB traz à tona a fragilidade nos controles internos da instituição e a necessidade de aprimoramento da governança corporativa. O caso pode abalar a confiança do mercado e dos clientes no banco, além de gerar repercussões negativas para a administração pública do Distrito Federal, que tem participação significativa no BRB. A operação também ressalta a importância da atuação das autoridades no combate à corrupção e lavagem de dinheiro no setor financeiro.
Contexto político e judicial da investigação envolvendo autoridades de Brasília
Esta fase da Operação Compliance Zero ocorre em um momento de intensificação das investigações sobre corrupção envolvendo lideranças políticas e financeiras em Brasília. A atuação do ministro do STF André Mendonça na autorização das prisões demonstra o envolvimento do Judiciário em processos sensíveis ligados à administração pública e instituições financeiras. O caso reforça a necessidade de transparência e rigor no acompanhamento das operações que envolvem recursos públicos e privados no Distrito Federal.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: Michael Melo/Metrópoles





