Investigação conclui que morador simulava leucemia para obter doações e vantagens financeiras

Morador de Cambira foi indiciado por usar esquema de doações virtuais após simular estar em tratamento oncológico em hospitais do Paraná e São Paulo.
A Polícia Civil do Paraná concluiu investigação que indicou crime de estelionato simulando doença praticado por um morador de Cambira. O homem alegava estar realizando tratamento oncológico para captar recursos financeiros por meio de campanhas fraudulentas.
Investigação revela inconsistências na narrativa
As apurações iniciaram após vítimas procurarem a delegacia desconfiando da veracidade da enfermidade e dos pedidos de auxílio. A PCPR também recebeu denúncias anônimas que fortaleceram as suspeitas. Durante diligências, policiais constataram que o investigado divulgava estar em tratamento em diferentes instituições hospitalares do Paraná e São Paulo.
Ao verificar junto aos hospitais mencionados, a corporação identificou que o homem não possuía qualquer registro de atendimento ou tratamento relacionado à doença alegada. Essa inconsistência fundamental serviu como prova da fraude.
Esquema de arrecadação fraudulenta
Conforme o delegado Victor Hugo Torres, o suspeito promovia campanhas organizadas por meio de plataformas de vaquinhas virtuais, rifas, bazares e solicitações diretas a terceiros. O esquema explorava sentimentos de solidariedade para extrair recursos financeiros.
As investigações apontaram ainda a criação de um perfil em WhatsApp atribuído a um suposto médico responsável pelo tratamento. Este contato era utilizado para manter comunicação com potenciais doadores e reforçar a narrativa de legitimidade da doença.
Próximas etapas processuais
Com o indiciamento formalizado, o processo segue para análise do Ministério Público, que pode oferecer denúncia e dar prosseguimento à ação penal. O caso exemplifica a vulnerabilidade de campanhas de doação online e a importância de verificação prévia da veracidade de informações antes de contribuições financeiras.





