Três homens ligados a facção criminosa são detidos em operação que investiga assassinato ocorrido em Praia Grande
Polícia prende três suspeitos ligados ao crime que resultou na morte do ex-delegado Ruy Ferraz em Praia Grande.
Prisão de suspeitos avança investigação sobre execução do ex-delegado Ruy Ferraz
A prisão de três suspeitos em 13 de janeiro de 2026 marca um avanço significativo na investigação do assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz, ocorrido em 15 de setembro de 2025 em Praia Grande, litoral paulista. A polícia civil de São Paulo realizou uma operação que resultou na detenção dos homens, todos com histórico criminal e ligação direta com uma facção criminosa. Ferraz era conhecido por seu trabalho contra organizações criminosas e pelo combate ao PCC, facção suspeita de ordenar o crime.
Detalhes da operação e perfis dos presos em São Paulo, Jundiaí e Mongaguá
As prisões foram efetuadas em diferentes cidades: na zona sul da capital paulista, onde um dos suspeitos teria fornecido apoio estratégico e logístico; em Jundiaí, onde um dos líderes da organização foi capturado; e em Mongaguá, local em que outro suspeito auxiliou na fuga dos envolvidos e forneceu materiais para a ação. A operação cumpriu 13 mandados de busca e cinco de prisão, sendo que dois suspeitos continuam foragidos, um deles fora do país.
Histórico criminal e relação com o ex-delegado Ruy Ferraz
Segundo a delegada Ivalda Aleixo, diretora do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os presos possuem extensa ficha criminal, com envolvimento em assaltos a banco, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O secretário de Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves, destacou que os detidos já haviam sido presos pelo próprio ex-delegado em 2005, reforçando a motivação para o crime.
Contexto do crime e investigações sobre o mandante
O ex-delegado Ruy Ferraz era secretário de Administração da prefeitura de Praia Grande e alvo de ameaças do PCC, segundo investigações anteriores. O assassinato ocorreu após uma perseguição seguida de execução dentro do veículo de Ferraz, configurando uma ação planejada. A polícia já identificou os autores materiais e parte da logística, mas ainda busca o mandante principal do crime. A investigação conta com o apoio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento de Polícia Judiciária do Interior 6 (Deinter 6).
Implicações para a segurança pública e combate às facções criminosas
A prisão dos suspeitos e o avanço das investigações demonstram a complexidade e o desafio no combate a facções criminosas no estado de São Paulo. O caso de Ruy Ferraz evidencia os riscos enfrentados por agentes públicos envolvidos na luta contra organizações criminosas, além de ressaltar a necessidade de estratégias eficazes para desmantelar essas redes e identificar seus líderes. O desfecho da investigação poderá trazer respostas importantes sobre a estrutura e alcance do PCC no litoral paulista.





