Decisão da Delegacia de Homicídios indica arquivamento do caso.

Investigação conclui que policial agiu em legítima defesa após conflito em bar.
Curitiba – Em um desdobramento que levanta debates sobre a legítima defesa, a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil do Paraná concluiu que o policial civil Marcelo Mariano Pereira agiu em legítima defesa ao disparar contra o comerciante Antônio Carlos Antunes, que faleceu cinco dias após o incidente ocorrido em setembro de 2025. A conclusão, que sugere o arquivamento do caso, se baseia em laudos periciais, depoimentos de testemunhas e a reconstituição dos fatos.
Contexto do incidente
O confronto que resultou na tragédia aconteceu em um bar na Alameda Augusto Stelfeld, onde o policial e Antunes se desentenderam por conta de um copo na pia do banheiro. O inquérito, sob a responsabilidade do delegado Ivo Vianna, durou três meses e analisou minuciosamente as circunstâncias que levaram ao disparo. De acordo com a defesa do policial, ele teria se identificado como tal e reagido a uma agressão física por parte de Antunes.
Detalhes da defesa
O advogado do policial, Heitor Luiz Bender, sustentou que Marcelo foi agredido pelas costas antes de reagir, alegando que o disparo foi uma medida de contenção em resposta a uma agressão injusta. A defesa acredita que as provas coletadas corroboram a tese de legítima defesa, embora a família da vítima tenha contestado essa narrativa, esperando que o Ministério Público adote uma posição diferente e apresente denúncia contra o policial.
O papel do Ministério Público
Agora, a decisão sobre o prosseguimento do caso cabe ao Ministério Público do Paraná, que pode optar por acatar a recomendação de arquivamento, solicitar novas investigações ou formalizar uma denúncia por homicídio. O resultado dessa decisão poderá impactar significativamente a vida do policial e a percepção pública sobre o uso da força por autoridades.
O incidente, que ocorreu durante uma comemoração de aniversário no bar, deixou a família de Antunes devastada. Sua filha, Júlia, expressou indignação, afirmando que o policial não deveria ter atirado, mesmo que alegue ter mirado em uma parte menos letal do corpo da vítima. O caso, portanto, não apenas revela as complexidades da legítima defesa, mas também acende debates sobre a responsabilidade e a conduta dos agentes da lei em situações de conflito.
Com a sociedade dividida sobre o que ocorreu, as próximas decisões do Ministério Público serão fundamentais para o desfecho desse trágico episódio e para a construção de precedentes sobre a atuação policial em situações similares.
Fonte: ric.com.br
Fonte: Reprodução Redes Sociais/Ric RECORD





