Policiamento comunitário no RJ: plano de reocupação em foco

Governo do Rio apresenta estratégias para áreas dominadas por facções.

Governo do RJ propõe policiamento comunitário para reocupar áreas dominadas por facções.

A implementação de um plano de reocupação de territórios dominados por facções criminosas no Rio de Janeiro promete transformar a segurança pública nas comunidades mais afetadas. O projeto, enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 22 de dezembro de 2025, propõe a instalação de policiamento comunitário em bases integradas de segurança territorial, funcionando 24 horas por dia. Essa estratégia visa não apenas a segurança, mas também a reintegração social e a recuperação desses espaços.

O desafio da segurança nas comunidades

As comunidades escolhidas para o projeto-piloto, como Rio das Pedras e Gardênia Azul, enfrentam um histórico de domínio por grupos criminosos, como a milícia e o Comando Vermelho. A proposta do governo estadual inclui soluções tecnológicas, como monitoramento de veículos e identificação de placas clonadas, para aumentar a eficiência no combate ao crime. A expectativa é que esse plano impacte até 1,2 milhão de pessoas, oferecendo um novo horizonte para áreas que há anos sofrem com a violência.

Eixos do plano de reocupação

O plano apresenta eixos estratégicos claros, que vão além da repressão ao crime. Os principais objetivos incluem:

1. Eliminar a presença armada de organizações criminosas: A iniciativa propõe operações integradas entre as forças de segurança estaduais, federais e, quando necessário, as Forças Armadas. Isso se complementa com a criação de bases de policiamento comunitário que utilizam tecnologia moderna para monitoramento e identificação.

2. Resgatar a cidadania: Serão realizados mutirões de cidadania, saúde e educação, além de requalificação das escolas públicas, com ênfase em atividades extracurriculares. Isso busca não só a segurança, mas também a oferta de direitos fundamentais aos cidadãos que habitam essas comunidades.

3. Reurbanização e integração: O plano inclui obras de infraestrutura, como saneamento e moradia, visando integrar as comunidades à cidade formal. A regularização fundiária e a promoção de conectividade também são prioridades.

4. Promoção de oportunidades econômicas: Serão criadas Zonas de Incentivo ao Empreendedorismo (ZIE) e programas de apoio a cooperativas comunitárias, estimulando a geração de renda e o trabalho local.

A expectativa da população

Para muitos moradores dessas comunidades, o plano representa uma esperança de mudança. A expectativa é que as ações propostas não apenas melhorem a segurança, mas também promovam o desenvolvimento social e econômico das áreas afetadas. A integração entre os diversos níveis de governo e a participação da população local são fundamentais para o sucesso da iniciativa.

Próximos passos

A implementação do plano depende da homologação pelo STF. Caso aprovada, as próximas fases serão definidas com base em critérios como a densidade populacional e o risco de confrontos, priorizando áreas que mais necessitam de intervenção. O governo do RJ está determinado a transformar a realidade dessas comunidades e garantir um ambiente mais seguro e acessível para todos.