Políticas de cotas da usp ganham foco em inclusão com novo reitor

Com Aluísio Cotrim Segurado na liderança, USP aposta em consolidação e suporte à diversidade acadêmica

Políticas de cotas da usp ganham foco em inclusão com novo reitor
O infectologista Aluísio Cotrim Segurado, novo reitor da USP

Novo reitor da USP reafirma apoio às políticas de cotas e enfatiza inclusão e acompanhamento acadêmico dos estudantes.

Ação afirmativa na USP: continuidade e consolidação sob nova gestão

Em janeiro de 2026, o infectologista Aluísio Cotrim Segurado assumiu a reitoria da Universidade de São Paulo (USP), enfrentando desafios ligados às atuais políticas de cotas da USP implantadas desde 2016. Essas ações afirmativas transformaram o perfil social e racial da instituição, aumentando significativamente a diversidade dos ingressantes, especialmente de estudantes provenientes da rede pública. Segurado reafirma o compromisso da universidade com essas políticas e destaca que o objetivo principal agora é consolidar os avanços obtidos, garantindo a inclusão real dos alunos.

Estrutura das políticas de cotas da USP e seus impactos sociais

Atualmente, 50% das vagas nos cursos de graduação da USP são destinadas à ampla concorrência, enquanto os outros 50% são reservados para estudantes que cursaram integralmente o ensino médio em escolas públicas. Deste grupo, 37,5% das vagas são reservadas para candidatos autodeclarados pretos, pardos e indígenas, em conformidade com os dados do IBGE para o estado de São Paulo. Essa reserva proporcional tem refletido em um aumento da diversidade racial e socioeconômica na universidade, superando a meta inicial com 54% dos estudantes oriundos da escola pública. Essa mudança representa um avanço significativo na democratização do acesso à educação superior no país.

Desafios e estratégias para garantir permanência e sucesso acadêmico dos alunos cotistas

O novo reitor aponta que, além do acesso, é fundamental assegurar que os estudantes beneficiados pelas cotas tenham suporte adequado para concluir seus cursos com êxito. Para isso, a USP vem aprimorando ferramentas de acompanhamento do desempenho acadêmico, utilizando bases de dados para monitorar a evolução dos ingressantes e identificar rapidamente possíveis dificuldades. Essa abordagem permite implementar medidas pedagógicas específicas para grupos que apresentem maiores desafios, promovendo uma trajetória acadêmica mais equilibrada e inclusiva.

Ampliação da experiência universitária e inclusão além da sala de aula

Segurado destaca também que a permanência universitária não deve ser medida apenas pela aprovação em disciplinas. A universidade busca promover uma experiência completa, incentivando a participação dos estudantes em atividades de pesquisa, extensão, programas de internacionalização e intercâmbios. Essa perspectiva amplia as oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional, fortalecendo o senso de pertencimento e engajamento dos alunos com a comunidade acadêmica.

Perspectivas para as políticas de ação afirmativa na gestão atual

Embora não haja sinalizações de ampliação ou redução dos percentuais atuais das políticas de cotas da USP, a ênfase da nova gestão recai sobre ajustes finos e no fortalecimento das “âncoras” que garantam a inclusão efetiva dos estudantes. A continuidade das ações afirmativas, combinada com políticas de acompanhamento e suporte, busca assegurar que os avanços conquistados desde 2016 não se revertam, consolidando uma universidade mais diversa e inclusiva para as próximas gerações.