A população apoia a moção de repúdio contra a vereadora Teka dos Animais em Ponta Grossa, aprovada pelo Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (CMPDA). O documento aponta omissão da parlamentar e afirma que a causa animal foi usada como bandeira eleitoral sem atuação efetiva após a eleição.
A deliberação foi aprovada na reunião da última terça-feira (9) e recebeu ampla repercussão nas redes sociais e em grupos de WhatsApp, com manifestações de apoio ao Conselho e críticas diretas à vereadora.
Conselho aprova moção com apoio das ONGs e universidades
A moção de repúdio foi aprovada pela maioria absoluta do Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais de Ponta Grossa. Apenas dois votos foram contrários, ambos de órgãos ligados ao poder público municipal.
O CMPDA é composto pelas principais ONGs de proteção animal da cidade, além de universidades que atuam diretamente na área, grupos que, segundo o próprio Conselho, formam parte significativa do eleitorado que acreditou na proposta da vereadora.
Críticas apontam omissão em temas graves da causa animal
De acordo com o Conselho, a moção foi motivada pela omissão da vereadora em temas considerados urgentes, como:
• Falta de fiscalização na licitação do Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR);
• Indícios de fraude no processo licitatório;
• Uso de protocolo anestésico inadequado em procedimentos de castração;
• Irregularidades apontadas por uma Comissão Especial de Investigação (CEI) da Câmara Municipal.
Mesmo diante das conclusões da CEI, a vereadora se recusou a assinar o relatório final e não apresentou voto em separado, segundo o Conselho.
“Usou a causa animal para se eleger”, afirma Conselho
Durante a reunião do CMPDA, representantes de entidades foram enfáticos nas críticas. A integrante do Grupo Fauna de Proteção aos Animais, Isabeli Futerko, classificou a postura da vereadora como inadmissível.
“Ela sabia das irregularidades, não assinou o relatório da CEI, não se manifestou e depois alegou falta de tempo. Foi eleita para defender os animais e não fez”, afirmou.
O vice-presidente do Conselho, Thiago Gilberto do Prado, também criticou a atuação da parlamentar.
“Ela se elegeu com a bandeira da proteção animal. Se o partido é contra, deve-se sair do partido, nunca abandonar a linha moral. Ela rompeu com os animais e com quem votou nela”, declarou.
Repercussão popular e críticas nas redes sociais
Após a divulgação da moção, a repercussão foi imediata. Comentários de tutores, protetores independentes e ativistas se espalharam pelas redes sociais.
Entre as mensagens, moradores sugeriram que a vereadora retire “dos Animais” do nome parlamentar. Outros relataram tentativas frustradas de contato e envio de propostas ignoradas.
“Enviei ideias de projetos e fui ignorada. Os animais estão pedindo socorro”, disse Mariangela Beleski.
“Essa senhora não será mais eleita na cidade”, afirmou Luciane Santos.
“Sempre omissa quando foi solicitada”, comentou Ariane Lara.
Segundo o CMPDA, a moção de repúdio deverá ser encaminhada e pode ser lida oficialmente na Câmara Municipal de Ponta Grossa em 2026.
O Conselho afirma que a deliberação representa a insatisfação coletiva com uma atuação considerada incompatível com a defesa do bem-estar animal e reforça que seguirá cobrando posicionamento e ações concretas do poder legislativo.





