Dados oficiais revelam declínio populacional e envelhecimento acelerado em 2025
População da China cai pelo quarto ano seguido, atingindo 1,405 bilhão, com nascimentos no menor patamar desde 1949 e envelhecimento acelerado.
A população da China cai pelo quarto ano seguido, segundo dados oficiais divulgados em 19 de janeiro de 2026 pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS). Em 2025, o país perdeu 3,39 milhões de habitantes, reduzindo seu total para 1,405 bilhão de pessoas.
Declínio na natalidade e aumento da mortalidade
O número de nascimentos no país chegou a 7,92 milhões em 2025, uma queda de 17% em relação aos 9,54 milhões registrados no ano anterior. Esse foi o menor volume de nascimentos em 76 anos, desde o início da série histórica em 1949. Paralelamente, as mortes somaram 11,31 milhões, acima dos 10,93 milhões de 2024, elevando a taxa de mortalidade para 8,04 por mil habitantes, o ponto mais alto desde 1968.
Envelhecimento acelerado da população
Os dados indicam um envelhecimento acelerado: pessoas com mais de 60 anos correspondem a cerca de 23% da população total. Projeções apontam que esse número chegará a 400 milhões até 2035, o que representa um desafio significativo para a sustentabilidade social e econômica do país.
Força de trabalho ainda considerada abundante
Apesar do cenário preocupante, o governo chinês destacou a força da população economicamente ativa, com 68,9% entre 15 e 64 anos, totalizando 985,5 milhões de pessoas. Segundo Wang Pingping, diretor-geral do departamento de Estatísticas de População e Emprego do NBS, este contingente é um dos mais altos do mundo e um fator importante para o desenvolvimento econômico.
Fatores que influenciam o declínio demográfico
A baixa taxa de fertilidade, estimada em cerca de 1 nascimento por mulher, está entre as causas centrais do declínio populacional. A urbanização crescente, que atingiu 68% em 2025, frente a 43% há 20 anos, também contribui para a diminuição dos nascimentos, refletindo mudanças no estilo de vida e prioridades das famílias.
Políticas para conter a queda da natalidade
O governo implementou diversas ações para reverter a tendência, incluindo incentivos sociais e mudanças na legislação. Desde maio de 2025, passou a permitir casamentos em qualquer localidade do país, não mais restritos à residência, o que resultou em aumento de 22,5% nos registros de casamento no terceiro trimestre de 2025. Além disso, campanhas promovem visões positivas sobre casamento e parentalidade, buscando mitigar os efeitos da histórica política do filho único, vigente entre 1980 e 2015.
Essas políticas refletem a preocupação oficial com o envelhecimento da população e a necessidade de estimular o crescimento demográfico, diante dos desafios econômicos e sociais associados ao declínio populacional.





