População de favelas em MT enfrenta problemas de infraestrutura

Mais da metade vive em ruas sem pavimentação e drenagem.

Censo revela que 52,9% dos moradores de favelas em MT vivem sem pavimentação.

O cenário das favelas em Mato Grosso é alarmante. De acordo com o Censo Demográfico 2022, divulgado recentemente pelo IBGE, mais de 52,9% dos moradores de favelas vivem em ruas sem pavimentação. Esse percentual é 4,6 vezes maior do que o registrado entre a população que reside fora desses territórios. Além disso, um preocupante 64% dos residentes ainda não possuem acesso a drenagem urbana, como bueiros e bocas de lobo.

A realidade nas favelas de Mato Grosso

O estudo do IBGE destaca a realidade de 58 favelas espalhadas por 5 municípios do estado, que abrigam aproximadamente 81.893 moradores, representando 2,2% da população total de Mato Grosso. Entre esses residentes, a maior parte é composta por pessoas pardas, totalizando 52.698 indivíduos. Infelizmente, apenas 8,7% desses lares contam com rampas acessíveis para cadeirantes, e apenas 2,6% dos moradores vivem em proximidade a pontos de ônibus ou vans devidamente sinalizados.

Além das questões de acessibilidade, a maioria dos moradores, cerca de 68,9%, vive em áreas arborizadas, o que contrasta com a falta de infraestrutura básica. A concentração das favelas é maior na capital, Cuiabá, onde 47 das 58 favelas identificadas estão localizadas, enquanto os outros 11 estão distribuídos entre quatro municípios adjacentes.

A necessidade de intervenção

Diante desses dados, o IBGE ressalta a importância de ações direcionadas para melhorar as condições de vida nas favelas de Mato Grosso. A evidência de déficits históricos em pavimentação e drenagem urbana sublinha a urgência de políticas públicas que visem a inclusão e a melhoria da infraestrutura nas comunidades vulneráveis.

A falta de acesso a serviços básicos não apenas compromete a qualidade de vida dos moradores, mas também perpetua um ciclo de desigualdade que precisa ser urgentemente enfrentado. As autoridades devem priorizar intervenções que garantam uma vida digna e segura para todos os cidadãos, independentemente de onde residam.