Entre janeiro e março de 2026, o porto concentrou 70% das exportações nacionais, ampliando sua participação no mercado global

Porto de Paranaguá representa 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre de 2026, com crescimento significativo em volume.
Exportações brasileiras de óleo de soja concentram-se em Paranaguá no primeiro trimestre de 2026
O Porto de Paranaguá liderou as exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, concentrando 70% do total nacional com 386,3 mil toneladas embarcadas, segundo dados do Comex Stat do governo federal. Este volume representou um crescimento de 38% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. A presença marcante do porto paranaense no comércio internacional reforça sua importância estratégica e sua capacidade operacional. O diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, destaca o controle de qualidade e a eficiência operacional como fatores que garantem a preferência do mercado global.
Principais mercados compradores e dinâmica da exportação marítima
Os principais destinos do óleo de soja exportado pelo Porto de Paranaguá estão concentrados nos continentes asiático e africano, que vêm ampliando a demanda por commodities brasileiras. Somente em março de 2026, Paranaguá respondeu por 75,3% das exportações nacionais do produto, embarcando 135 mil toneladas. Essa participação reforça a relevância do porto como hub logístico para o agronegócio brasileiro, facilitando o acesso a mercados estratégicos e consolidando a posição do Brasil como grande exportador mundial.
Movimentação de soja em grão e farelo nos portos do Paraná no primeiro trimestre
Além do óleo de soja, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026, com 4,6 milhões de toneladas exportadas, o equivalente a 20% do total nacional e um aumento de 12% em relação a 2025. O farelo de soja também se destacou, com 1,3 milhão de toneladas embarcadas, representando 25,6% do volume nacional, apesar de uma leve queda em relação ao ano anterior. Em março, o farelo teve uma participação superior a 30% nas exportações brasileiras, principalmente para a Ásia e Europa, demonstrando a diversificação importante dos produtos exportados pelo complexo portuário paranaense.
Impactos no cenário das exportações e fatores externos que influenciam os volumes
No acumulado até março, os portos do Paraná movimentaram 16,7 milhões de toneladas, volume 3,9% inferior ao do mesmo período de 2025. Essa retração está associada à queda nas exportações de açúcar, impactadas por preços internacionais em baixa e estoques globais elevados. O milho também apresentou redução nas exportações, devido à maior destinação da produção para o mercado interno, especialmente para a fabricação de etanol. As tensões geopolíticas internacionais, como o conflito entre Estados Unidos e Irã, têm influenciado essas dinâmicas, afetando inclusive a importação de fertilizantes, insumo fundamental para a agricultura brasileira.
Diversificação das importações e estratégias logísticas para o agronegócio paranaense
Enquanto a importação de fertilizantes apresentou queda, de 2,7 milhões para 2,2 milhões de toneladas no primeiro trimestre, outras importações tiveram aumento expressivo. A importação de malte registrou alta de 227%, e a cevada cresceu 10%. Derivados de petróleo, essenciais para a cadeia produtiva, tiveram aumento de 9% nas importações em relação ao ano anterior. Essa diversificação reflete a adaptação logística e comercial dos portos do Paraná às demandas do mercado interno e internacional, reafirmando o papel estratégico do Porto de Paranaguá e demais terminais na economia local e nacional.





