Infraestrutura de energia ampliará em 12 vezes a capacidade do complexo portuário e preparará instalações para próximas três décadas

Portos do Paraná investirá R$ 81,3 milhões em nova subestação. A infraestrutura elevará de 5 MW para 60 MW a capacidade de fornecimento de energia ao complexo portuário.
A nova subestação Porto de Paranaguá representa investimento crucial de R$ 81,3 milhões para modernização da infraestrutura energética do complexo portuário. Com conexão em 138 quilovolts e potência instalada de 60 megawatts, a estrutura elevará drasticamente a capacidade de fornecimento, que atualmente alcança apenas 5 MW.
Ampliação estratégica para próximas décadas
O projeto foi planejado considerando um horizonte de 30 anos de operação, estruturando o Porto de Paranaguá para absorver expansões futuras. Entre as iniciativas contempladas estão a construção de píeres em T e em F, que demandarão maior disponibilidade energética para funcionamento adequado. A potência equivale ao consumo de aproximadamente 30 mil a 60 mil residências, levando em conta consumo médio mensal entre 150 e 250 quilowatts-hora.
Cronograma e execução do empreendimento
O Consóncio ETR recebeu a ordem de serviço na última segunda-feira (22) e terá dois anos para concluir integralmente o projeto. A empresa venceu a licitação e se responsabiliza pela entrega da subestação em plenas condições operacionais. O prazo estabelecido permite adequado planejamento das etapas construtivas.
Confiabilidade e manutenção operacional
Além de expandir capacidade, a nova subestação aumentará significativamente a confiabilidade do sistema de distribuição na faixa portuária. A rede elétrica será seccionada, permitindo manutenções preventivas e eventuais desligamentos localizados sem comprometer continuidade das operações portuárias. Esse sistema de segmentação possibilita intervenções mais eficientes e reduz riscos de falhas generalizadas.
Impacto na competitividade portuária
Diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia enfatiza a importância estratégica do investimento. A modernização energética posiciona o complexo para enfrentar crescente demanda por movimentação de cargas, consolidando sua relevância no cenário portuário nacional. A infraestrutura reforça compromisso com sustentabilidade operacional e eficiência logística de longo prazo.





