Principais nomes da corrida presidencial defendem reformas no Supremo para restaurar credibilidade e transparência

Com a crise de credibilidade no STF, pré-candidatos presidenciais propõem mandato fixo e código de ética para ministros da Corte.
Contexto atual do Supremo Tribunal Federal e a crise de credibilidade
A keyphrase “mandato código de ética STF” se coloca no centro da discussão política à medida que as eleições de 2026 se aproximam, especialmente após a divulgação de pesquisas que apontam queda na confiança da população para 43%. A crise envolvendo ministros ligados ao Banco Master, um dos maiores escândalos financeiros do país, intensificou o debate. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre outros pré-candidatos, destacou a necessidade de reformas para restaurar a legitimidade da Corte.
Propostas de mandato e regras éticas apresentadas por candidatos
Luiz Inácio Lula da Silva defende a implementação de um mandato fixo para os ministros do STF, argumentando que o atual sistema, que permite permanência por décadas, é injusto. O PT, seu partido, irá aprovar um programa político que inclui a criação de um manual de conduta para os magistrados. Ronaldo Caiado, do PSD, sugere mandatos de 10 anos sem recondução e idade mínima de 60 anos para indicações, além de um rígido código de ética. Já Renan Santos, do partido Missão, propõe o fim das decisões monocráticas e filtros mais rigorosos para acesso ao Supremo.
A controvérsia em torno do impeachment e críticas ao ativismo judicial
Flávio Bolsonaro, do PL-RJ, destaca o impeachment como ferramenta essencial para a responsabilização de ministros do STF, defendendo que o Senado assuma papel ativo nessa agenda. Ele também critica o que chama de “ativismo judicial” e manifesta solidariedade a Romeu Zema, do Novo, que recentemente entrou em conflito com a Corte. Zema, por sua vez, defende o fim das decisões individuais de ministros e a fixação de critérios mais rígidos para nomeações, denunciando o que considera indicações inadequadas que alimentam a crise institucional.
Propostas para democratização e transparência no Judiciário
Os pré-candidatos convergem na busca por maior transparência e democratização do Poder Judiciário. Entre as medidas sugeridas estão a criação de listas tríplices para indicações, envolvendo tribunais superiores, OAB e PGR, além da proibição de atuação de escritórios de advocacia ligados a familiares de ministros em processos do STF. Renan Santos ainda defende a criação de um Tribunal Político para julgar parlamentares, buscando delimitar competências e evitar conflitos judiciais desnecessários.
Implicações políticas e expectativas para as eleições de 2026
As propostas sobre mandato e código de ética para o STF refletem um cenário político em que a legitimidade do Judiciário influencia diretamente a confiança popular e o ambiente eleitoral. A polarização em torno do Supremo pode impactar o voto para o Senado e a Presidência, uma vez que temas como impeachment e reforma judicial ganham evidência. A convergência em torno da necessidade de mudanças indica um movimento significativo para redefinir o papel da Corte na democracia brasileira.
Este panorama detalha as principais posições dos pré-candidatos, destacando a relevância do debate sobre mandato, ética e transparência no STF para o futuro político do Brasil.
Fonte: www.metropoles.com
Fonte: DANIEL FERREIRA/METRÓPOLES





