Preço da conta de energia elétrica deve aumentar significativamente em 2026

Estudo aponta alta média de até 7,64% no valor da energia, com variações regionais e impacto direto no orçamento familiar

Preço da conta de energia elétrica deve aumentar significativamente em 2026
Conta de energia elétrica deve sofrer reajustes em 2026 Foto:

O preço da energia elétrica deve registrar alta média de 7,64% em 2026 devido a fatores como reservatórios baixos e fim de subsídios.

Projeções do preço da energia elétrica para 2026 indicam aumento expressivo

O preço da energia elétrica está previsto para subir significativamente em 2026, com estimativas como a da consultoria Thymos Energia apontando um aumento médio de 7,64% no país. A TR Soluções apresenta uma projeção mais moderada, de 5,4%, contudo ainda superior ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA). Essa tendência de alta está relacionada a fatores como o baixo volume dos reservatórios das hidrelétricas, o fim dos descontos extras aplicados em 2025 e o maior uso de fontes térmicas, que elevam os custos de produção e repassam valores maiores ao consumidor.

Variações regionais reforçam impacto desigual do reajuste na tarifa

As projeções indicam que o aumento do preço da energia elétrica terá variações consideráveis entre as regiões brasileiras. Conforme dados da TR Soluções, o Sul deve sofrer a maior elevação, com reajuste previsto em 9,81%, seguido pelo Sudeste com 7,69%. Já as regiões Norte, Centro-Oeste e Nordeste apresentam estimativas mais modestas, respectivamente, 3,65%, 1,41% e 0,30%. Essas diferenças refletem as condições específicas de cada região, como a capacidade dos reservatórios e a estrutura do sistema elétrico local.

Situação dos reservatórios e a influência do clima no custo da energia

Dados recentes do Operador Nacional do Sistema (ONS) indicam que os reservatórios das hidrelétricas apresentam níveis variados, com o subsistema Sul registrando apenas 43,92% de capacidade, enquanto o Nordeste mantém percentuais mais elevados, em torno de 65,85%. O estágio climático atual é considerado estável, sem influência do fenômeno El Niño ou La Niña, mas o eventual aquecimento das águas superficiais do Pacífico Equatorial (El Niño) pode reduzir as chuvas, agravando a situação dos reservatórios.

Impacto da maior utilização de termelétricas e fim de bônus em 2026

O baixo nível dos reservatórios obriga a maior acionamento das usinas termelétricas, que possuem custos mais altos devido à dependência de combustíveis fósseis. Esse cenário gera aumento no custo da energia, refletido no acionamento das bandeiras tarifárias e, consequentemente, no valor final da conta para o consumidor. Em 2025, um bônus concedido pela Usina Hidrelétrica de Itaipu ajudou a aliviar a conta no último trimestre, fato que não se repetirá em 2026, contribuindo para o aumento dos custos.

Ampliação da tarifa social: benefício e contrapartidas para consumidores

A implementação da tarifa social ampliada vai beneficiar milhões de consumidores de baixa renda, proporcionando desconto na conta de energia elétrica. No entanto, esse benefício acarretará um aumento médio de 0,9% para os demais consumidores regulados, segundo cálculo do governo, impactando diretamente o orçamento familiar. O Ministério de Minas e Energia (MME) estima que a ampliação da tarifa social represente um custo adicional de R$ 4,45 bilhões nas contas de energia.

Considerações finais sobre o cenário energético e seus desdobramentos

O cenário para o preço da energia elétrica em 2026 é desafiador, impactado por condições hidrológicas adversas e mudanças regulatórias. O aumento previsto para o preço da energia elétrica, que deve superar o IPCA, exige atenção dos consumidores e das autoridades para mitigar os efeitos no orçamento doméstico e na economia. A continuidade dos monitoramentos climáticos e da gestão eficiente dos recursos hídricos será fundamental para enfrentar os desafios do setor energético nos próximos meses.

Fonte: www.metropoles.com