Queda é motivada por redução nos valores de laticínios, açúcar e carne, apesar de alta em cereais e óleos vegetais
Preços mundiais de alimentos caem pelo quinto mês seguido, com destaque para laticínios, açúcar e carne, aponta relatório da FAO.
Preços mundiais de alimentos caem pelo quinto mês consecutivo em janeiro
Os preços mundiais de alimentos registraram queda pelo quinto mês consecutivo em janeiro, segundo relatório recente da FAO. A tendência é marcada pela redução expressiva nos valores de laticínios, açúcar e carne, enquanto cereais e óleos vegetais apresentaram alta. A FAO, órgão das Nações Unidas responsável por monitorar a alimentação mundial, destaca que o índice médio no mês chegou a 123,9 pontos, indicando um cenário mais ameno para o mercado internacional.
Principais grupos de alimentos que influenciaram a queda nos preços
Entre os principais grupos de produtos, os laticínios sofreram a maior redução, com 5% de queda em relação ao mês anterior, impactados principalmente pelos preços do queijo e da manteiga. A carne, apesar de uma leve queda de 0,4%, teve desequilíbrio entre segmentos: a carne suína caiu de preço, enquanto a carne de aves aumentou. Já o açúcar recuou 1%, influenciado por expectativas de maior oferta, ficando 19,2% abaixo do registrado no ano anterior.
Impacto das variações nos preços globais na segurança alimentar e nos mercados internacionais
A redução nos preços mundiais de alimentos traz efeitos importantes para a segurança alimentar global, especialmente para países dependentes de importações. Preços mais baixos podem aliviar a pressão sobre orçamentos familiares e melhorar o acesso a alimentos básicos. Contudo, os aumentos recentes em cereais e óleos vegetais indicam desafios pontuais que podem afetar determinados mercados, exigindo acompanhamento contínuo por parte das autoridades e organizações internacionais.
Produção global de cereais prevista em recorde para 2025, segundo FAO
Em relatório separado, a FAO elevou a estimativa da produção mundial de cereais para 2025, prevendo um recorde de 3,023 bilhões de toneladas métricas. Esse aumento é atribuído a maiores rendimentos de trigo e perspectivas positivas para o milho. O avanço produtivo reforça a tendência de maior oferta global, contribuindo para a estabilidade dos preços.
Estoques globais de cereais em alta, maior nível desde 2001, aponta relatório
Além da estimativa de produção, a FAO projeta aumento nos estoques mundiais de cereais na safra 2025/26, com a relação estoque/consumo atingindo 31,8%. Esse é o maior índice desde 2001, indicando um cenário de maior segurança e capacidade de resposta a eventuais choques no fornecimento. A manutenção desse patamar é fundamental para garantir o abastecimento estável dos mercados globais e mitigar riscos de volatilidade nos preços.





