Principal liderança do PT no estado critica demora na indicação de candidato e defende apoio a Alexandre Kalil

Marília Campos, prefeita de Contagem, critica a lentidão do PT para definir candidatura ao governo de Minas e sugere apoio a Alexandre Kalil.
A definição do quadro eleitoral em Minas Gerais para o pleito de 2026 tem sido alvo de críticas dentro do Partido dos Trabalhadores (PT). Marília Campos, prefeita de Contagem e uma das principais lideranças petistas no estado, manifestou insatisfação com a demora na escolha do candidato que representará o partido na disputa pelo governo estadual.
Contexto político e expectativa para a eleição em Minas Gerais
Minas Gerais é um dos estados mais estratégicos para as eleições nacionais, e o PT historicamente mantém uma presença significativa, especialmente em municípios de grande porte como Contagem, que conta com mais de 620 mil habitantes. Reeleita em 2024, Marília Campos está em seu quarto mandato e representa um dos nomes mais influentes da legenda no estado.
A indefinição do PT para o governo estadual ocorre em um cenário de articulação política intensa, especialmente após a desistência da candidatura do senador Rodrigo Pacheco (PSD). Nesse contexto, Marília defende que o partido deve buscar uma aliança pragmática, com foco na viabilidade eleitoral e na convergência de forças políticas.
Articulação em torno de Alexandre Kalil e desafios legais
Marília Campos defende que o PT priorize o apoio ao ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PDT), um candidato de centro que já contou com o apoio da legenda em eleições anteriores. Ela destaca que Kalil possui um histórico de gestão reconhecido e apelo eleitoral significativo.
- Apoio histórico: Kalil foi apoiado pelo PT e partidos de esquerda nas eleições de 2022.
- Situação judicial: A viabilidade da candidatura de Kalil depende da reversão de sua inelegibilidade, que decorre de uma condenação em primeira instância por improbidade administrativa.
Essa situação judicial representa um ponto de incerteza nas negociações, porém, segundo Marília, não deve paralisar as articulações políticas do partido.
Possíveis candidaturas internas e expectativa do PT
Além da disputa pelo governo, o PT também tem posições em aberto para o Senado. Marília Campos é cotada para uma das vagas, mas mantém cautela em relação à definição do partido. Ela afirma que colocou seu nome à disposição, porém aguarda uma decisão formal, destacando que não deseja uma candidatura aventureira.
Principais pontos destacados pela prefeita:
Crítica à lentidão do PT na definição de candidaturas.
Defesa do pragmatismo e da união em torno de nomes competitivos.
Relevância da articulação política para fortalecer o partido no estado.
Impacto para a eleição e próximos passos
A demora do PT em fechar nomes para a disputa eleitoral em Minas Gerais pode comprometer a capacidade do partido de formar alianças e consolidar sua base eleitoral, especialmente em um cenário competitivo e fragmentado. A posição de lideranças como Marília Campos indica uma pressão interna para acelerar o processo decisório e ampliar o diálogo com outras forças políticas, como o PDT de Alexandre Kalil.
Serviço e segurança
Data da eleição: Outubro de 2026.
Partidos envolvidos: PT, PDT, PSD, Novo, entre outros.
Possíveis candidatos: Marília Campos (PT), Alexandre Kalil (PDT), Romeu Zema (Novo, atual governador).
- Recomendações: Eleitores devem acompanhar as definições oficiais dos partidos e verificar as condições legais dos candidatos antes da votação.
Este cenário político em Minas Gerais merece atenção especial dos eleitores e observadores, pois poderá ter impacto significativo nas eleições gerais e na configuração do Congresso Nacional em 2027.
Fonte: www1.folha.uol.com.br





