Presidente do Paraguai prevê acordo de Itaipu para 2026, mas questiona redução da tarifa

Santiago Peña destaca importância da hidrelétrica para desenvolvimento e aponta necessidade de ampliar produção energética

Presidente do Paraguai prevê acordo de Itaipu para 2026, mas questiona redução da tarifa
O presidente eleito do Paraguai, Santiago Peña. Foto: Agência Brasil

Santiago Peña anuncia acordo de Itaipu para 2026, destacando papel estratégico da usina e abrindo diálogo sobre tarifa de energia.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, concedeu entrevista à CNN em 19 de junho de 2024, na qual abordou as perspectivas para o Tratado de Itaipu, especialmente o chamado “Anexo C”, que trata das bases financeiras e tarifárias da usina hidrelétrica binacional entre Brasil e Paraguai.

Contexto e perspectivas do acordo de Itaipu 2026

Penã afirmou que o governo paraguaio firmará um acordo com o Brasil ainda em 2026 para definir as diretrizes do “Anexo C”. Esse acordo é crucial para a precificação da energia gerada pela hidrelétrica e para as regras que regerão os próximos anos de operação da usina.

Atualmente, a tarifa paga pelo lado brasileiro é de US$ 17,66 por kW/mês, valor que inclui aportes para viabilização da usina. Um acordo preliminar previa uma redução para uma tarifa entre US$ 10 e US$ 12 por kW/mês a partir de 2026, considerando apenas os custos operacionais. Contudo, Santiago Peña questiona a viabilidade dessa redução para o consumidor final.

O papel estratégico de Itaipu para Paraguai e Brasil

O presidente destacou que Itaipu é um motor de desenvolvimento para ambos os países, com impacto especialmente relevante para o Paraguai. Segundo ele, os recursos arrecadados com as tarifas podem ser aplicados em obras estruturantes e expansão da capacidade produtiva de energia.

Penã enfatizou a necessidade de pensar no futuro e na ampliação da geração de energia: “Temos que pensar em como fornecer mais energia elétrica. A Itaipu precisa continuar gerando energia elétrica, é um projeto de desenvolvimento para o Brasil e para o Paraguai. A discussão é: qual o projeto para os 50 anos?”

Desafios e diálogo sobre tarifas e produção energética

O presidente paraguaio ressaltou que o debate sobre tarifa não deve ser simplista, mas sim considerar o horizonte mais amplo da parceria energética. Ele mantém abertura para discutir redução de preços, reconhecendo que isso também beneficiaria os consumidores paraguaios.

Além disso, uma das contrapartidas previstas no acordo preliminar é a liberação para que o Paraguai comercialize seu excedente de energia no mercado livre brasileiro, o que pode estimular a competitividade e influenciar os preços praticados.

Histórico do tratado e revisão do Anexo C

O Tratado de Itaipu foi firmado em 1973 e estipulou uma revisão do Anexo C após 50 anos de vigência, que será em 2023/2024, conforme calendário de negociações. O Anexo C trata dos aspectos financeiros da usina, incluindo a precificação da energia produzida e regras para o fornecimento entre os países.

A negociação desse ponto é crucial para definir os rumos da cooperação bilateral, o impacto no mercado energético e a sustentabilidade financeira da hidrelétrica.

Considerações finais

O posicionamento do presidente Santiago Peña mostra uma postura firme em buscar um equilíbrio entre a redução de custos e o investimento no crescimento da capacidade energética. O acordo em 2026 será decisivo para o futuro da Itaipu e para a relação energética entre Brasil e Paraguai, com impactos econômicos e estratégicos para a região.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Agência Brasil