Expansão da produção de Grãos Secos de Destilaria deve superar 15 milhões de toneladas com crescimento da demanda interna e externa

A produção de DDG no Brasil deve ultrapassar 15 milhões de toneladas até 2030, impulsionada pela demanda da pecuária intensiva e mercados externos.
Produção de DDG deve ultrapassar 15 milhões de toneladas até 2030
A produção de DDG (Grãos Secos de Destilaria) no Brasil está em trajetória de crescimento acelerado, devendo superar 15 milhões de toneladas até 2030. Essa expansão acompanha o avanço da produção de etanol de milho e a intensificação da pecuária brasileira, que demanda fontes de nutrição animal com alto valor proteico e mineral.
Importância do DDG na nutrição animal para sistemas intensivos
Segundo João Otávio de Assis Figueiredo, líder da área de pecuária da Datagro, a produção de DDG é uma das principais molas propulsoras para a intensificação produtiva no setor. Atualmente, cerca de 35% da carne bovina brasileira é exportada, exigindo animais mais jovens e eficientes, o que torna o DDG um insumo competitivo para a alimentação de bovinos confinados, suínos e gado leiteiro.
Projeções de demanda interna e impactos no agronegócio
Estima-se que o consumo interno de DDG supere 10 milhões de toneladas até 2030, impulsionado pelo crescimento dos sistemas de confinamento, semiconfinamento e terminação intensiva a pasto (TIP). Em 2025, o Brasil abateu aproximadamente 46,9 milhões de cabeças de gado, das quais cerca de 10 milhões foram confinadas, principais consumidoras do coproduto.
Modelo tropical favorece competitividade do DDG brasileiro
Diferentemente dos Estados Unidos, onde o rebanho é predominantemente confinado, o Brasil combina pastagens tropicais com suplementação de DDG, que não contém amido, favorecendo a digestão de fibras no rúmen e o aproveitamento do pasto. Esse modelo proporciona ganhos de produtividade com menor custo, impulsionando a adoção crescente de sistemas como semi-confinamento e TIP.
Exportação e diversificação dos mercados para DDG brasileiro
Além da demanda interna, o Brasil tem expandido as exportações de DDG, com foco em mercados da Ásia e Oriente Médio. Destaca-se a China como principal destino, com mais de 1,6 milhão de toneladas consumidas, e o Sudeste Asiático como mercado potencial. Empresas brasileiras têm enviado volumes significativos para países como China e Turquia, fortalecendo a competitividade através da qualidade e sustentabilidade do produto.
Integração entre setores como chave para o futuro do DDG
Especialistas ressaltam que o crescimento sustentável da produção de DDG dependerá da coordenação entre usinas de etanol, pecuaristas e mercados internacionais para garantir competitividade e escoamento eficiente da produção. A diversificação de mercados e o aumento do uso em sistemas a pasto são essenciais para equilibrar oferta e demanda.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
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