Produção de trigo no Paraná cai 10% por chuvas e calor acima da média

Colheita esperada é de 2,13 milhões de toneladas ante 2,37 milhões projetados. Moinhos buscam oferta em outras regiões.

Produção de trigo no Paraná cai 10% por chuvas e calor acima da média
Chuva e calor reduzem produção de trigo no Paraná

A produção de trigo no Paraná deve cair 10% nesta safra, para 2,13 milhões de toneladas, segundo o Departamento de Economia Rural.

A produção de trigo no Paraná deve cair 10% nesta safra, para 2,13 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).

A redução ocorre após a produtividade projetada cair de 54 para 49 sacas por hectare, diante das temperaturas acima da média e do excesso de chuvas em agosto e setembro.

A área cultivada está estimada em 727 mil hectares. Com a produtividade atual, a expectativa é de uma colheita de 2,13 milhões de toneladas, abaixo das 2,37 milhões de toneladas projetadas em um cenário de produtividade normal.

Segundo o Deral, a principal atualização da previsão das safras paranaenses em setembro foi justamente a redução da produtividade do trigo. O excesso de chuvas e as temperaturas acima da média registradas ao longo de agosto e setembro reduziram o potencial produtivo das lavouras.

Mesmo com quase metade da colheita já concluída no Paraná, os preços do trigo permanecem em patamares superiores aos registrados na entressafra. Segundo o Deral, a redução da produção, combinada ao aumento das cotações internacionais, tem contribuído para manter os preços do cereal em níveis mais elevados.

O movimento favorece os produtores ao ajudar a equilibrar as contas da atividade. Por outro lado, a valorização do trigo aumenta os custos para a fabricação de farinhas.

Com menor disponibilidade para abastecer o mercado local e uma oferta ainda mais restrita de trigo de qualidade regional, os moinhos paranaenses deverão buscar o cereal em outras regiões. Segundo o Deral, o Rio Grande do Sul aparece como a única opção nacional em que a oferta deve superar a demanda. Depois que essa disponibilidade for esgotada, Paraguai e Argentina também podem ganhar espaço como fornecedores para a indústria moageira do Paraná.