Estudo revela disparidade nos custos de sementes e fungicidas entre mercados agrícolas americano e brasileiro

Pesquisa recente mostra que produtor americano desembolsa 68% a mais pela semente de milho e mais que o dobro em fungicidas comparado ao agricultor brasileiro
Disparidade nos preços entre Brasil e EUA
O custo de insumos agrícolas representa um fator crítico na rentabilidade das operações agrícolas, e a análise comparativa entre Brasil e Estados Unidos revela diferenças substanciais. Conforme dados da pesquisa NCGA/Kynetec divulgada esta semana, o agricultor americano enfrenta pressões inflacionárias significativas nos insumos fundamentais à produção.
No período compreendido entre 2023 e 2025, o produtor dos EUA pagou 68% a mais pela semente de milho em relação ao seu equivalente brasileiro. A diferença torna-se ainda mais acentuada quando considerados os fungicidas, categoria em que o mercado americano apresenta custos superiores ao dobro daqueles praticados no Brasil.
Estruturas de mercado e concorrência
Segundo Marcos Rubin, CEO e fundador da Veeries, essa disparidade reflete dinâmicas distintas nas estruturas competitivas dos dois mercados. O estudo aponta que fatores como regulamentação, logística, escala produtiva e poder de mercado dos fornecedores influenciam significativamente os preços finais pagos pelos produtores rurais.
O Brasil, como maior produtor agrícola tropical do mundo, possui vantagens competitivas que se refletem nos custos de insumos. A disponibilidade de soluções tecnológicas diversificadas e a concorrência entre fornecedores contribuem para manutenção de preços mais acessíveis ao produtor nacional.
Impacto na competitividade global
Esta realidade coloca o produtor americano em posição desfavorável quanto aos custos de produção. Embora os EUA possuam maior mecanização e produtividade por hectare, o peso dos insumos na estrutura de custos reduz a margem de competitividade em mercados internacionais.
A análise também sinaliza para oportunidades de importação de tecnologias agrícolas brasileiras, bem como potenciais acordos bilaterais que poderiam reequilibrar os custos nos dois mercados. Para o produtor brasileiro, a vantagem comparativa atual em custos de insumos reforça a posição competitiva no cenário internacional.





