Projeções do mercado indicam Selic mais baixa em 2026

Expectativas de inflação e crescimento econômico também são revisadas.

Projeções do mercado indicam Selic mais baixa em 2026
Projeções do mercado financeiro indicam Selic mais baixa para 2026. Foto: Adriano Machado

O mercado financeiro revisa suas expectativas para a Selic e inflação, apontando uma trajetória de queda.

O cenário econômico brasileiro para os próximos anos apresenta uma nova perspectiva, com economistas do mercado financeiro revisando suas projeções para a taxa Selic e a inflação. A expectativa é que a Selic, atualmente em 15%, caia para 12,13% em 2026, o que reflete um otimismo moderado em relação às condições econômicas futuras.

Revisão das Projeções de Inflação

Os economistas consultados pelo boletim Focus do Banco Central também reduziram suas expectativas para a inflação. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi ajustado para 4,36% em 2025, em comparação com a previsão anterior de 4,40%. Para 2026, a expectativa caiu ainda mais, de 4,16% para 4,10%. Esses números permanecem abaixo do teto da meta oficial do Banco Central, que estabelece um limite de 4,5%.

Impacto na Economia

O Copom, que é o Comitê de Política Monetária, decidiu manter a taxa Selic em 15% na última reunião do ano, realizada em dezembro. Essa manutenção consecutiva era amplamente esperada, dado o contexto econômico atual. As previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) também se mantiveram estáveis, com uma projeção de 2,25% para 2025 e 1,80% para 2026. Para 2027, houve uma leve redução, de 1,83% para 1,84%.

Expectativas para o Câmbio

Em relação ao câmbio, os economistas mantiveram suas projeções para o dólar, que deve permanecer em R$ 5,40 em 2025 e R$ 5,50 para os anos seguintes. Essa estabilidade nas expectativas cambiais é um sinal de confiança na política monetária e nas medidas que o Banco Central deve implementar nos próximos meses.

Os agentes financeiros apostam que a redução da Selic pode começar já no primeiro trimestre de 2026, possivelmente nas reuniões de janeiro ou março do Copom. Isso poderá fomentar um ambiente de crédito mais favorável, essencial para impulsionar o crescimento econômico.

Conforme os dados mais recentes do IBGE, o IPCA apresentou uma leve aceleração, subindo 0,18% em novembro, o que significa que, nos últimos 12 meses, a inflação ficou em 4,46%. Essa taxa retorna à faixa de tolerância estabelecida pelo Banco Central, que é de 3% a 4,5%.

Este cenário econômico, com a expectativa de uma Selic mais baixa e inflação controlada, pode trazer alívio para os consumidores e estimular investimentos, o que é crucial para a recuperação econômica do Brasil.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Fonte: Adriano Machado