Projeto bate-bate coração conecta UTIs neonatais ao Pequeno Príncipe no Paraná

Iniciativa pioneira usa telemedicina para monitorar bebês com cardiopatias em hospitais regionais

Projeto bate-bate coração conecta UTIs neonatais ao Pequeno Príncipe no Paraná
Robô de telepresença utilizado para conectar UTIs neonatais ao Hospital Pequeno Príncipe. Foto: Governo do Paraná

O projeto bate-bate coração conecta UTIs neonatais de hospitais regionais ao Pequeno Príncipe para aprimorar o cuidado de bebês com cardiopatias no Paraná.

Confira a programação de implantação do projeto bate-bate coração

O projeto bate-bate coração foi apresentado no dia 25 de fevereiro de 2026, durante o evento Saúde em Movimento. Esta iniciativa pioneira no país conecta UTIs neonatais de hospitais regionais ao Hospital Pequeno Príncipe (HPP), com investimentos de R$ 3 milhões destinados à qualificação do cuidado neonatal para bebês com cardiopatias congênitas graves.

Cinco hospitais da rede estadual integram a primeira fase do projeto:
Hospital Regional do Norte Pioneiro (Santo Antônio da Platina): UTI neonatal equipada para telemonitoramento.
Hospital Norospar (Umuarama): Participação ativa com suporte remoto do HPP.
Santa Casa de Paranavaí: Capacitação e implantação dos protocolos clínicos.
Santa Casa de Irati: Integração com equipe especializada do Pequeno Príncipe.

  • Hospital Regional do Sudoeste Walter Alberto Pecotis (Francisco Beltrão): Atendimento aprimorado para recém-nascidos cardiopatas.

Tecnologia avançada para cuidado neonatal especializado no Paraná

O projeto bate-bate coração utiliza robôs de telepresença posicionados ao lado dos leitos neonatais, permitindo que as equipes locais interajam em tempo real com especialistas do Hospital Pequeno Príncipe. Essa solução tecnológica promove uma análise detalhada de exames, discussões clínicas e definição de condutas terapêuticas, garantindo suporte antes e depois de procedimentos cirúrgicos complexos.

Além disso, a iniciativa fortalece a regionalização do atendimento especializado, assegurando que os bebês com cardiopatias recebam atendimento humanizado e de alta qualidade independentemente da região do Paraná. O secretário de Saúde, Beto Preto, enfatiza que a tecnologia é aliada para ampliar o acesso e melhorar a resolução dos casos neonatais críticos.

Impacto na saúde pública e metas para redução da mortalidade infantil

Com cerca de 150 mil nascimentos anuais no Paraná, estima-se que 0,8% dos bebês nasçam com cardiopatias congênitas, o equivalente a aproximadamente 1.200 recém-nascidos por ano. Destes, cerca de 400 necessitam de cirurgia neonatal urgente, e outros 600 devem ser acompanhados em ambulatórios especializados.

O diretor corporativo do Complexo Pequeno Príncipe, José Álvaro Carneiro, destaca que a parceria com o governo visa reduzir a mortalidade infantil para menos de 10 óbitos por mil nascidos vivos, por meio da medicina de alta complexidade e tecnologia hospitalar avançada.

Formação e capacitação contínua para profissionais de saúde regionais

O bate-bate coração inclui programas de capacitação para as equipes dos hospitais regionais, promovendo atualização constante sobre protocolos de atendimento e manejo das cardiopatias neonatais. Além da cardiologia, o Hospital Pequeno Príncipe disponibiliza suporte remoto em outras especialidades como neurologia e cuidados neonatais gerais, visando a qualificação ampla do cuidado.

Uma sala de situação dedicada será instalada no Pequeno Príncipe para articular as teleconsultas e monitorar a rede estadual em tempo real, garantindo respostas rápidas e eficientes aos casos de maior complexidade.

Avanços na telemedicina pelo Governo do Paraná para salvar vidas

O projeto bate-bate coração posiciona o Paraná na vanguarda do uso da telemedicina para saúde neonatal, conectando especialistas a unidades de atendimento em regiões distantes. Essa revolução tecnológica em saúde pública reforça o compromisso do Estado em garantir que nenhum bebê cardiopata deixe de receber o tratamento adequado por limitações regionais.

A diretora de Atenção e Vigilância da Secretaria de Estado da Saúde, Maria Goretti David Lopes, ressalta que o projeto é um passo decisivo para fortalecer a atenção neonatal e ampliar o acesso ao cuidado especializado em todo o território paranaense.