Partido define Gilberto Kassab como vice de Ronaldo Caiado, mas enfrenta desafio de falta de alianças que impactam recursos e tempo de TV

Ronaldo Caiado (à esq) cumprimenta Gilberto Kassab (à dir) em anúncio do PSD — Foto: Alexandre Gajardoni/PSD
PSD oficializa chapa presidencial com Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab, mas enfrenta dificuldades em conquistar alianças que potencializariam recursos eleitorais.
PSD lança chapa presidencial 2026 sem alianças e enfrenta limites orçamentários
O PSD oficializou sua candidatura à eleição presidencial 2026 com Ronaldo Caiado e Gilberto Kassab, anunciando uma chapa “puro-sangue” nesta quarta-feira. A decisão de avançar sem parcerias estratégicas, porém, coloca limitações severas na campanha da dupla, afetando tanto financiamento quanto espaço publicitário.
Fundo eleitoral e recursos de campanha
Para o ciclo eleitoral de 2026, o PSD terá acesso a R$ 421 milhões do fundo eleitoral. Este montante cobre todas as disputas simultaneamente: a corrida presidencial, eleições estaduais e competições por vagas no Senado e na Câmara dos Deputados. A divisão interna dos recursos permanece com cada partido, conforme suas prioridades estratégicas.
O desafio econômico intensifica-se quando comparado às possibilidades que alianças trariam. Uma coligação ampliaria substancialmente o poder de gasto através do consolidado de múltiplas siglas, reforçando o potencial competitivo da campanha Caiado-Kassab.
Tempo de propaganda limitado pela falta de coligação
Sozinho, o PSD possui direito a apenas 55 segundos de propaganda em rádio e televisão. Cada novo partido que aderisse ao projeto adicionaria tempo proporcional, criando um efeito multiplicador. Fernando Schüler, cientista político do Insper, destaca que coligações agregam não apenas força política, mas também recursos essenciais para campanhas competitivas no contexto atual.
Polarização nacional como obstáculo político
Especialistas apontam que a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro desde o primeiro turno desestimula a consolidação de terceiras candidaturas. Este cenário reduz a viabilidade de projetos alternativos que buscam ocupar o centro político, dificultando a atração de novos parceiros para a chapa do PSD.
Perspectivas para a campanha
A eleição de outubro testa a viabilidade de campanhas sem grandes alianças. O PSD aposta que a experiência de Caiado como governador e o histórico de Kassab à frente da sigla possam compensar as limitações orçamentárias e publicitárias impostas pela ausência de coligação inicial.





