PT abre mão de candidaturas em 14 estados para fortalecer alianças

Estratégia petista prioriza apoio a nomes competitivos nas eleições governamentais de 2026, deixando a liderança de chapa em apenas 12 unidades da federação

PT abre mão de candidaturas em 14 estados para fortalecer alianças
Mapa mostra distribuição de candidaturas de PT e aliados nos estados para as eleições de 2026. Foto: Arte/G1 — 1 de 1
Candidaturas de PT e aliados nos estados. — Foto: Arte/g1

O PT adota nova estratégia nas eleições governamentais de 2026, abrindo mão de candidaturas próprias em 14 estados para fortalecer alianças locais e eleger candidatos mais competitivos.

O PT adota nova estratégia nas eleições governamentais de 2026 ao abrir mão de candidaturas próprias em ao menos 14 estados, priorizando alianças com candidatos melhor posicionados nas disputas locais. A mudança reflete aprofundamento de táticas de coligação que buscam maximizar a penetração petista nos executivos estaduais sem necessariamente encabeçar as campanhas.

Distribuição de forças em 26 estados

Em 14 unidades da federação, o partido deixou de lado a liderança de chapa para apoiar aliados: Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins. Nas 12 disputas restantes em que o PT é protagonista, petistas ocupam posições secundárias nas coligações, incluindo Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rondônia e São Paulo.

O precedente do Rio Grande do Sul

A eleição gaúcha exemplifica a reconfiguração da estratégia petista. Pela primeira vez desde a redemocratização em 1985, o partido não lança candidatura própria para o Palácio Piratini, marcando ruptura com tradição de 36 anos iniciada em 1990. Pesquisa Quaest divulgada em 30 de julho aponta Juliana Brizola (PDT) numericamente à frente com 24%, tecnicamente empatada com Luciano Zucco (PL), que marca 22%. A margem de erro é de 2 pontos para mais ou menos.

Cálculo político das coligações

A decisão petista reflete análise segundo a qual apoio a candidatos numericamente competitivos potencializa chances de vitória em governos estaduais. Ao abdicar de cabeças de chapa em zonas de menor força eleitoral do partido, a legenda busca construir maiorias legislativas e posições de vice que garantam influência administrativa sem arcar com desgaste de campanhas próprias perdidas.

Indefinição em Roraima

Única unidade ainda sem definição é Roraima, com convenção local agendada para 4 de agosto. A data pode determinar se o estado integrará o bloco de 14 estaduais sem cabeça de chapa petista ou alterará o panorama do mapa eleitoral do partido para 2026.