PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por rede de perfis com IA

Partido denuncia coordenação de contas anônimas que atacam Lula; caso vai para ministro Kassio Nunes Marques

PT aciona TSE contra Flávio Bolsonaro por rede de perfis com IA
Pré-candidatos do PL e PT à Presidência em disputa que agora envolve denúncia de campanha desinformativa. Foto: Arte g1 — 1 de 1
Os pré-candidatos do PL e do PT à Presidência — Foto: Arte g1

PT acionou TSE contra Flávio Bolsonaro, acusando-o de amplificar rede de 31 perfis anônimos que usam inteligência artificial para atacar Lula.

PT denuncia ao TSE operação de desinformação com IA contra Lula

A Federação Brasil da Esperança, integrada pelo PT, PCdoB e PV, acionou o Tribunal Superior Eleitoral nesta quinta-feira (30) contra o pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. A acusação central é a amplificação sistemática de uma rede de perfis anônimos e apócrifos que utilizam inteligência artificial para atacar o presidente Lula no contexto eleitoral de 2026.

Estrutura e escala da rede denunciada

Segundo a documentação enviada ao TSE, a operação envolve proporções significativas. Os petistas identificaram 31 perfis integrados em um circuito de publicações colaborativas, acumulando 1.464.245 seguidores. O monitoramento contabilizou 23.828 publicações no conjunto rastreado, com 67 publicações em colaboração analisadas individualmente e objeto de pedido de remoção. O alcance potencial ultrapassa 10 milhões de seguidores, considerando-se a audiência das figuras públicas que replicam o material.

Envolvimento de políticos e coordenadores

A PT identifica Léo Índio, primo dos filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, como integrante da rede. Além disso, a denúncia aponta apoio direto dos deputados federais Mário Frias (PL-SP), Gustavo Gayer (PL-GO) e Gilvan da Federal (PL-ES), além do pré-candidato ao governo do Rio de Janeiro André Marinho (Novo). A peça processual enfatiza a coordenação entre essas figuras públicas e a rede de contas anônimas.

Argumentação sobre dano eleitoral

Os petistas argumentam que a gravidade dessa arquitetura para a integridade do processo eleitoral não decorre de publicações isoladas, mas do efeito cumulativo da coordenação. O volume sistemático de publicações, multiplicado pela fragmentação de perfis e amplificado por figuras públicas, constitui, na visão do partido, uma operação estruturada de desinformação. O pedido inclui responsabilização dos políticos envolvidos e aplicação de multas individuais por publicação.

Distribuição do caso

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, foi sorteado como relator da ação. A distribuição do caso para o presidente da corte eleitoral sinaliza a relevância institucional que o tribunal atribui à denúncia no contexto de campanha presidencial.