PT articula alianças para eleições de 2026, afirma Edinho Silva

Partido busca apoio de legendas de esquerda e centro-esquerda para reeleição de Lula.

PT articula alianças para eleições de 2026, afirma Edinho Silva
Reunião do PT com partidos de esquerda e centro-esquerda. Foto: PT mantém diálogo com outros partidos; da esq. para dir., Nádia Campeão, Carlos Siqueira, Carlos Lupi, Luciana Santos, Edinho Silva, Paula Coradi, Reynaldo Mora.

O PT iniciou articulações para alianças visando a reeleição de Lula em 2026, envolvendo partidos de esquerda e centro-esquerda.

PT articula alianças para eleições de 2026

O Partido dos Trabalhadores (PT) já iniciou articulações para formar alianças com outros partidos visando a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, fez a declaração após uma reunião realizada na quarta-feira, 27 de agosto de 2025, com representantes de diversas legendas de esquerda e centro-esquerda, incluindo o PSB, PC do B, Psol, Partido Verde, Rede e Cidadania.

Reunião e alianças interpartidárias

Durante o encontro, que ocorreu na sede do PT em Brasília, Edinho Silva ressaltou que as conversas estão sendo conduzidas com respeito às decisões internas de cada partido. Ele não especificou os partidos envolvidos nas negociações, mas destacou a importância de um diálogo contínuo com legendas de centro-direita, mencionando a necessidade de construir consensos que respeitem as realidades regionais. “Por mais que a gente construa uma aliança nacional, penso que nos Estados nós teremos muitos espaços para que a gente construa alianças respeitando a realidade regional. Nós temos que dialogar”, afirmou.

Participação de partidos e temas discutidos

Entre os participantes da reunião, o Cidadania, que atualmente forma uma federação com o PSDB, ainda não definiu se apoiará Lula em 2026. O secretário-geral do Cidadania, Regis Cavalcanti, lembrou que a sigla já havia apoiado Lula no segundo turno das eleições de 2022. A agenda da reunião também incluiu discussões sobre temas relevantes como a soberania nacional, o tarifaço, o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), a isenção do Imposto de Renda para rendimentos abaixo de R$ 5.000, a regulamentação das grandes empresas de tecnologia e a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

O papel de Carlos Lupi e as investigações no INSS

Carlos Lupi, presidente do PDT e ex-ministro da Previdência durante o governo Lula, também esteve presente e fez um apelo à senadora Leila Barros, do PDT-DF, para que o convocasse a comparecer à CPMI que investiga fraudes no INSS. Ele declarou que, “quem fala a verdade não jura nem tem medo de errar”, referindo-se à sua vontade de colaborar com as investigações. Lupi havia pedido demissão do cargo de ministro em maio, logo após o início do escândalo relacionado às fraudes.

Considerações finais sobre as alianças

Edinho Silva concluiu a coletiva afirmando que as investigações sobre descontos indevidos em aposentadorias são um mérito do governo Lula, citando a operação Sem Desconto, que foi deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano. Ele reafirmou o compromisso do PT em apoiar o presidente para que todos os responsáveis pelas irregularidades sejam punidos. O fortalecimento das alianças, tanto em nível nacional quanto regional, será fundamental para as estratégias eleitorais do PT nas próximas eleições.

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