PT busca alianças para reeleição de Lula em 2026

Partido se reúne com legendas de esquerda e centro-esquerda para discutir apoio

PT busca alianças para reeleição de Lula em 2026
Reunião do PT com partidos de esquerda e centro-esquerda. Foto: PT mantém diálogo com outros partidos; da esq. para dir., Nádia Campeão, Carlos Siqueira, Carlos Lupi, Luciana Santos, Edinho Silva, Paula Coradi, Reynaldo Mora.

O PT já articula alianças para apoiar a reeleição de Lula em 2026, segundo Edinho Silva.

O Partido dos Trabalhadores (PT) já iniciou articulações para formar alianças com outros partidos visando a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. A afirmação foi feita pelo presidente nacional da sigla, Edinho Silva, após uma reunião com representantes de várias legendas nesta quarta-feira, 4 de outubro de 2023, na sede do PT em Brasília. O encontro contou com a participação do PSB, PC do B, Psol, Partido Verde, Rede e Cidadania.

A busca por apoio entre partidos de esquerda

Durante a coletiva, Edinho Silva enfatizou a importância de manter o diálogo com os partidos de centro-direita, ressaltando que a decisão de apoiar o governo deve ser uma escolha dos próprios partidos. Ele citou a federação formalizada entre o União Brasil e o Progressistas como um exemplo de mudança de posição. Silva destacou que o fortalecimento das alianças regionais será um foco importante, com a expectativa de que o PT encontre espaço para construir parcerias respeitando as realidades locais.

“Por mais que a gente construa uma aliança nacional, penso que nos Estados nós teremos muitos espaços para que a gente construa alianças respeitando a realidade regional. Nós temos que dialogar”, afirmou Silva.

Temas discutidos na reunião interpartidária

Na reunião, diversos assuntos relevantes foram abordados, incluindo a soberania nacional, o 7 de Setembro, a questão do tarifaço e do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), além da isenção de Imposto de Renda para quem recebe menos de R$ 5.000. A regulamentação das big techs e a CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS também foram pautas discutidas entre os presentes.

O Cidadania, que forma uma federação com o PSDB, ainda não definiu se apoiará Lula nas próximas eleições. Regis Cavalcanti, secretário-geral da sigla, lembrou que o partido já havia apoiado o presidente no segundo turno de 2022.

Relevância da investigação no INSS

Carlos Lupi, presidente do PDT e ex-ministro da Previdência, pediu à senadora Leila Barros que o convocasse para comparecer à CPMI que investiga fraudes no INSS. Lupi, que pediu demissão de seu cargo um mês após o início do escândalo, declarou que “quem fala a verdade não jura nem tem medo de errar”. Edinho Silva, por sua vez, defendeu que as investigações sobre os descontos indevidos em aposentadorias são um mérito do governo Lula, citando a operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal em abril deste ano. Ele se comprometeu a apoiar o presidente para que todas as responsabilidades sejam apuradas e punidas.

Com o cenário político se aquecendo para as eleições de 2026, as articulações do PT e de outros partidos prometem movimentar o cenário eleitoral, com alianças que poderão impactar diretamente a reeleição de Lula. O diálogo contínuo entre as legendas será fundamental para consolidar os apoios necessários.

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